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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O dia em que encontrei "o Borges"

Aquele seria o nosso primeiro encontro. Fora eu que o marcara, mas nem isso me dava mais serenidade, antes pelo contrário; primeira vez é sempre primeira vez e nem a leitura transversal de duas ou três revistas do século passado ou o cigarro fumado à sucapa alteraram o meu estado de alma.
E foi nesta agonia que, sem querer, reparei no livro que espreitava por baixo do cadeirão onde me sentara. Do título já não me recordo, mas Jorge Luis Borges era o autor e a necessidade de aliviar ideias era tanta que comecei a  lê-lo e a sentir, ao mesmo tempo, vontade de ali e assim ficar, agarrado à terapia daquelas palavras tão bem escolhidas.
De repente, a porta abriu-se e deixou que Teresa entrasse na sala e me cumprimentasse, misturando um beijo fugidio com um olhar meio agradecido, atirando-me: "- Ah encontrou o Borges, que bom!  vamos?"

Foi assim que, (n)um dia, conheci dois amigos para sempre:Teresa e JLBorges.
Há dias de sorte!


domingo, 1 de maio de 2011

"Àmãe"




Dibaxo-di bo foguera
BO cria nôs desse manera
Kbô saia prete kbô lincim
Bô mostrá nôs oké ke nôs
Oh mãe oh mãe Oh mãe oh mãe
oh mãe velha oih
Mãe velha oih mãe velha
Tcham cantope esse cançao
Pa legrope bô coraçao
Mãe velha mostra nõs
Munde é fete pa vive
Tambem ele é fete pa morré
Pa ama e sofre
Munde é fete pa vivé
Munde é fete pa morre
Munde é fete pa ama
Tambem pa sofre

(Cesaria Évora)

terça-feira, 1 de setembro de 2009