quinta-feira, 30 de março de 2017

Menino sabido


Era um rapaz
Estranho e encantador rapaz
Ouvi que andara a viajar, viajar
Toda a terra e o mar
Menino só e tímido
Mas sábio demais.

Eis que uma vez
Num dia mágico o encontrei
E ao conversarmos lhe falei
Sobre os reis, sobre as leis, e a dor
E ele ensinou
Nada é maior que dar amor
E receber de volta o amor.

domingo, 26 de março de 2017

Baladas



Até aqui era eu que, cantando, conseguia embalar-te a caminho do sono dos anjos.



De repente, passaste a ser tu quem canta para me manter acordado. 

quarta-feira, 22 de março de 2017

Amesterdão fora d'horas

... ou como o senhor Dijsselbloem fundiu as lâmpadas do "red light district"


terça-feira, 21 de março de 2017

Putas e vinho verde

A polémica que hoje foi lançada pelo presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, sobre a forma viciosa de gastarmos o dinheiro (dos outros...):em putas e vinho verde, tolheu toda a minha capacidade de blogar em prol da poesia e/ou das árvores, cuja efeméride hoje deveria celebrar. 
Não que o sacana não tenha razão sobre o desbarato que o dinheiro tem sofrido em Portugal. Mas quem protagonizou os maiores orgasmos financeiros foram uma dúzia de comendadores-azeiteiros que, durante anos e anos, se acharam (e, pelos vistos, foram) donos disto tudo e que, hoje, enchem os tribunais com megaprocessos predestinados a parir miniculpas, à boa maneira desta república da sem vergonha.
Os outros, onde eu me incluo, de gajas e bebida só se fôr como aquela história do fulano que pela manhã, todo nu, olhava-se no espelho, afagava o sexo, bebia um copo de água e dizia para si próprio:

- As mulheres e a bebida dão cabo de mim! 

sexta-feira, 17 de março de 2017

Peniche no cu de judas



"As senhoras do Movimento Nacional Feminino vinham por vezes distrair os visons da menopausa distribuindo medalhas da Senhora de Fátima e portas-chaves com a efígie de Salazar, acompanhadas de Padre Nossos nacionalistas e de ameaças do inferno bíblico de Peniche, onde agentes da PIDE superavam em eficácia os inocentes diabos de garfo em punho do catecismo.
- Sigam descansados que nós na retaguarda permanecemos vigilantes!"  

(António Lobo Antunes in "Os Cus de Judas")

terça-feira, 14 de março de 2017

Bom dia pai




Um dia, quando sendo o que somos, não somos o que (já) fomos: com as palavras tropeçando no vazio, as memórias perdidas algures e um i sempre à espreita do encosto na racionalidade. Quando o que se pode não é o que se quer, e a autonomia renuncia à dependência.

Um dia, quando nada mais no restar senão esperar, será bom que não esperemos sozinhos: que pelo menos haja calor à nossa volta. Um calor amigo, familiar, que nos (re)aqueça o coração e nos faça rebuscar o sentido das palavras amor e carinho.

Bom dia pai!

sábado, 11 de março de 2017

Frame EC-64

"A vida é o filme que vês com os teus próprios olhos.
Faz pouca diferença o que está acontecendo.
É como percebes que conta."

Denis Waitley

quarta-feira, 8 de março de 2017

Teu agarro me ilumina

A publicação de hoje cumpre a efeméride comemorada com a música que escolhi, continuando no modo "kizomba" que (inexplicavelmente, ou não...) me atingiu nas últimas bloguices.


Mas se algum espírito mais melindroso/@ achar que é um post agressivo e capaz de ferir susceptibilidades, devendo, portanto, baixar a uma dessas comissões ressabio-parlamentares em voga, então, primeiro coloque a vírgula no sítio que achar mais certo da seguinte afirmação:
"Se o homem soubesse o valor que tem a mulher passaria a vida a rastejar à sua volta!"

Eu, há muito que já escolhi... a mulher! 
                                                     (dancemos então)

sábado, 4 de março de 2017

Penicheiradas políticas


Não sei se vai pegar ou não. A verdade é que anda aí a moda das candidaturas "fora da caixa" por Peniche.
O curioso (ou talvez não) é a bondade e inocência com que os putativos candidatos são (auto?)promovidos, chegando-se ao desplante de, por omissão, tentar branquear a sua solidariedade política para com os maiores protagonistas autárquicos no estado actual da nossa terra, mesmo que pactuar por inacção ou abstenção "apenas" signifique solidariedade institucional.

Atitude branqueadora, que, pelos vistos, abrangerá todas candidaturas partidárias às eleições autárquicas deste ano, e que, como habitual, tenderá a ser esquecida no dia do voto na urna.

Porém, e já que este fatalismo nos persegue, ao menos que apresentem propostas sérias  para as mudanças - económica e social - que Peniche necessita urgentemente, mas façam-no sempre com o explicado/negociado e exigível forte envolvimento da sociedade civil; porque terá de ser por aí, principalmente, o caminho para o futuro do concelho.
O resto, o resto mas também importante, ficará para os serviços camarários. É lá que existem os bons pedreiros, carpinteiros, electricistas, canalizadores, pintores, etc...