sábado, 26 de novembro de 2016

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Penicheiradas


Há dois dias atrás (um dia após ter assinado a Petição Peniche em Defesa da sua Fortaleza) escrevi por aí;
"Parece-me que os fumos do guano tendem a inquinar a discussão e a levá-la para a desunião quando o assunto carece que os penicheiros falem a uma só voz, e grossa! 
Desconvença-se, quem julga fazer desta temática um trampolim para saltos políticos, de que os protagonismos encenados (quer à direita, quer à esquerda) podem contribuir para em pouco tempo mostrar algo diferente do que deveria ter sido provado nos últimos três anos ou mais".

Hoje repetiria o comentário retirando apenas o "Parece-me". Hoje, infelizmente, este processo, que EXIGIA a unidade partidária penichense, está ferido de morte. 
À preocupação sobre o efeito negativo da Petição Pública em curso (cujas actuais 700 assinaturas nos ENVERGONHAM a todos) no desenvolvimento futuro do processo com o Governo, deveria ser acrescentada a telenovelesca participação de gente responsável dos partidos com assento autárquico; uns porque se dizem e desdizem conforme o papel desempenhado, outros porque querem o púlpito a todo o custo, outros ainda porque não querem (nem podem, na sua perspectiva) perder o protagonismo.
Apesar de tudo, acredito que a esperada actuação autárquica junto do Poder conseguirá, no mínimo, fazer este processo regressar à viabilização da restauração da Fortaleza e à sua reutilização ao serviço da História - permitindo que o Passado e o Futuro convivam harmoniosamente, contribuindo assim para a elevação sócio-cultural de todos nós.
Se assim não acontecer, todos perderão: os que, simplesmente, acham razoável ver o património da sua terra ao serviço (também) das suas gentes, os que se encavalitaram no processo que redundou em fracasso político-partidário e, até, os merdosos críticos egocêntricos das nossas redes sociais porque, muito intimamente, sentirão o remorso de não terem tido coragem de 
(uma vez na vida) participarem cívica e construtivamente numa causa em prol da sua terra.   

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Peniche? que se lixe!

O futuro da geringonça "passou" por Peniche e esta desistência de privatizar o Forte de Peniche cheira mesmo a contrapartida política do PS para calar, fundamentalmente, uma certa "esquerda bafienta" que ainda não percebeu (ou não quer perceber) que a História não é só deles.
A Fortaleza teve um Passado que exige respeito e memorável, mas de que Peniche não pode ficar refém.
Lamento (e porque seu apoiante, profundamente) que a nobre arte de bem geringonçar demonstrada pelo actual governo afecte, em nome "da memória de luta pela democracia" (que nunca foi posta em causa neste processo), ou venha a adiar o Futuro da minha terra e, pior que isso, o futuro dos seus filhos, uma e outros sempre dependentes do mar e das suas marés - políticas e outras.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Afonso de seu nome


O meu menino é d'oiro
É d'oiro fino
Não façam caso que é pequenino
O meu menino é d'oiro
D'oiro fagueiro
Hei de levá-lo no meu veleiro.

Venham aves do céu
Pousar de mansinho
Por sobre os ombros do meu menino
Do meu menino, do meu menino
Venha comigo venham
Que eu não vou só
Levo o menino no meu trenó.

Quantos sonhos ligeiros
Pra teu sossego
Menino avaro não tenhas medo
Onde fores no teu sonho
Quero ir contigo
Menino de oiro sou teu amigo

Venham altas montanhas
Ventos do mar
Que o meu menino
Nasceu pra amar
Venha comigo venham
Que eu não vou só
Levo o menino no meu trenó.

O meu menino é d'oiro
É d'oiro é de oiro fino ....

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Disco Pedido


(Nada melhor que um(a) benfiquista para cantar um fado de Lisboa)

sábado, 29 de outubro de 2016

Riquezas de espírito


Confesso que ler Maria Filomena Mónica é sempre um desafio.
Porque, se uma coisa é ler as suas crónicas jornalísticas - objectivas mas algo limitadas porque necessariamente condensadas - a mesma disponibilidade não chega para uma qualquer sua leitura de fundo.
Experimentei-a em Bilhete de Identidade e não me apaixonei pela sua escrita. Mas não posso negar que me conquistou pela liberdade que põe em cada palavra que diz, em cada pensamento que revela, em cada postura que confidencia; ou seja pela liberdade de ser, de estar e de viver.
Daí que, apesar de não partilhar muito do seu ideário, gosto do seu contraditório, do seu agitar constante o politicamente correcto.
Por isso, enquanto não ganho coragem para enfrentá-la em escritos superiores a duas ou três páginas, vou experimentando as suas deliciosas entrevistas como esta recente ao Sapo24 que me fez recordar uma outra (mais antiga) ao Diário de Notícias
Porque, apesar de "arrogante num certo sentido, com pessoas que são incultas e têm possibilidade de ser cultas, que defendem opiniões estúpidas" ler Maria Filomena Mónica é uma lufada de ventania de uma portuguesa "com cabeça livre e uma língua bastante activa".