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sábado, 24 de abril de 2010

A talibã do Norte

Ainda que não embarque na mania nacional de dividir o país sempre que se pretende valorizar uma região e/ou desvalorizar outra, admito que, naturalmente, os meus laços familiares a Norte possam influenciar as minhas opiniões - desde que não tratem do "futebolez" do Major e do senhor Costa das Antas, ou da impunidade avençada por certas eminências pardas da política local entre Douro e Minho.
Seja por que for, acho que o pragmatismo nortenho pesará mais em todos os nossos produtos internos (brutos ou não) do que a racionalidade sulista (onde nasceu o fado, lembram-se?).
A Norte, primeiro manda o "coração": no trabalho, no lazer e na recreação é sempre assim. Querem ver?
O jornal "Expresso"
noticiou que no Irão (não sei se a norte ou a sul) "as mulheres são culpadas pelos terramotos".
Pois bem, onde e quem é que em Portugal aproveitou a deixa?
No Norte, claro! Mais precisamente em Baltar (Paredes). Kátia, qual talibã de burka em riste, avançou logo sobre a bimbas infiéis do "tipo... all stars" e "prontos, tás a ver":




segunda-feira, 9 de junho de 2008

Juntar o Útil ao Agradável ...

Hoje ando um pouco mais Norteado que o habitual.

Aqui continua-se a boa prática dos nossos antepassados:
"é preciso alimentar o espírito sem esquecer que
o corpo também gosta de mimos!"
Ámen

sexta-feira, 21 de março de 2008

O COMPASSO DO NORTE

De manhã “põe-se a mesa para o padre”: é colocado o Pão de Ló cortado às fatias, assim como uma garrafa do melhor vinho do Porto. Por volta das 9 da manhã ouvem-se lá longe três foguetes significando que “ o Senhor já saiu da igreja e não tarda aí”. Na rua, as pessoas andam acima abaixo com flores, garrafas de vinho e caixas com bolos.


De repente estala um foguete mais forte ordenando aos da casa a ida para a sala a “beijar o Senhor”.
Avista-se o padre e o seu crucifixo florido, acompanhado do sacristão que toca uma campainha que alerta a sua chegada. Um alegre “Bom dia! Boa Páscoa! Aleluia Aleluia!” O pároco benze a casa e o sacristão oferece o crucifixo a cada membro da família para o beijar.



Após a oração e a benção, acompanha-se o padre à mesa para que coma e beba à sua vontade. Concluído um ligeiro repasto (para não ofender a família visitada) recebida a generosidade monetária à paróquia e trocadas algumas banalidades, o padre cumprimenta os presentes, renova os votos de uma Páscoa feliz e reinicia a sua "via sacra" que, no final do dia, o deixará tão cansado quanto feliz: pelas bençãos dadas e recebidas. É isso, a Norte a tradição compensa !