sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Questões de consciência


Contra a indiferença marchar, marchar !

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Dia mundial do que já lá vai

Confortávelmente sentado no último grito da moda sanitária, Marcelo tentava recordar os dias passados. Fazendo força, lamentava a terrivel falta de apetite que o impedia, sequer, de olhar para um prato de sopa e, pior, não permitia qualquer cheirinho a vinho à sua volta.
E, fazendo mais força, amaldiçoava a falta de vista que o não deixava fazer o totoloto nem perceber os filmes da televisão, como se não bastasse a surdez precoce motivada por um acidente na tropa.
Fazendo mais força ainda, injuriava as mulheres por, agora, já nada lhe despertarem.
As memórias sucumbiam à passagem dos minutos e Marcelo, enraivecido pelo apagão, fazia cada vez mais força sem que daí resultasse qualquer merda.
Então, desesperadamente empedernido, gastou a última réstea de forças e gritou - como nunca fizera nos seus oitenta e cinco anos de vida:
- Adeus mundo cruel !!!
Depois, puxou o autoclismo.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Mafalda (outra)

Mafalda, a contestatária e insatisfeita personagem de banda desenhada - "heroína zangada que recusa o mundo tal como ele é" (Humberto Eco) - faz hoje anos.
Quarenta e cinco anos de reflexões, discursos e comentários sobre o que gostava e não gostava enquanto criança, mulher, arg
entina ou cidadã do mundo.
Hoje, provávelmente, já gostará de sopa e
continuará fã dos Beatles.
Quanto ao resto, pouco terá melhorado a sua zanga.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Descanso semanal

Porque ontem trabalhei (é verdade, acreditem!) - hoje descanso.

E, querem saber, ainda há coisas belas neste mundo que ajudam!

domingo, 27 de setembro de 2009

Nova corrida, nova viagem.



Eis, meus senhores, a
hora da verdade.


Uma verdade de muitas leituras possíveis, mas, com avisos importantes para a democracia portuguesa.

sábado, 26 de setembro de 2009

Bruto, eu ?

A insensatez que você fez
Coração mais sem cuidado
Fez chorar de dor o seu amor
Um amor tão delicado
Ah! Porque você foi fraco assim
Assim tão desalmado
Ah! Meu coração quem nunca amou
Não merece ser amado
Vai meu coração, ouve a razão
Usa só sinceridade
Quem semeia vento, diz a razão
Colhe sempre tempestade
Vai meu coração
Pede perdão, perdão apaixonado
Vai porque quem não pede perdão
Não é nunca perdoado
(Jobim e Vinicius)