Mostrar mensagens com a etiqueta coisas da vida. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta coisas da vida. Mostrar todas as mensagens

domingo, 14 de fevereiro de 2021

Tristeza, por favor vai embora...

Hoje, o facebook puxou das memórias esta foto com 45 anos.

E... não resisti; meia dúzia de lágrimas deslizaram para o nó cego que se me enrolou na garganta, e juntos, ferraram-se ao coração que, "pobrecito" - já ferido e totalmente "confinodesorientado", luta cada vez mais por se agarrar à força da alma: ao amor, memórias, gostos e à esperança (com um bocadinho de Fé encostada)...
Descompensado, por minutos, deixei-me ficar numa tremenda ressaca emocional. Repentinamente, lembrei-me de como resolviamos o mal-estar das manhãs carnavalescas antes do milagroso "gurosan" e bebi o famoso copo d'água-com-gás e sumo de limão. Cinco minutos depois, com a preciosa ajuda de uma nespressobica, senti uma dose de coragem a impelir-me para os phones. Sintonizei-me e deixei que esta tristeza me reanimasse. Porque, tal como canta Jair :
Já é demais o meu penar
Quero voltar àquela vida de alegria
Quero de novo cantar !

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Quem vê caras...

Na vida nem tudo tem resposta, nem tudo é justo, nem tudo tem sentido, nem tudo é lógico, nem tudo tem explicação. 
Às vezes, depende de como a interpretemos; outras, de como outros nos querem levar a interpretá-la...  




sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Retalhos da puta da vida

A minha caminhada diária (neste caso, nocturna) de meia hora estava quase vencida.
Apesar disso, a pouco mais de dois ou três minutos de casa, fui abordado, educadamente, por aquela figurinha esbelta, mas pouco atraente - qual adolescente envelhecida pela magreza excessiva e algumas marcas de "horas más":
- Ó vizinho, não há pr'aí um €urito pra eu comer uma sopa ali no Continente?
- Não, tem paciência! - respondi, desconfiando da justa causa do pedido.
Face à veemência da minha recusa, a miúda desafiou:
- Então... e não quer que lhe faça qualquer coisa para ganhar uma notinha?
- Quero! - respondi, acrescentando de imediato:
- Dizes-me a verdade!
- Ok, prontos; eu tou a ressacar e preciso de uma ganza, senão enlouqueço! - confessou.
Em silêncio, dei-lhe os dois únicos euros que levava no bolso.
Em uníssono, gritámos um silêncio reactivo à promiscuidade inquietante dos dependentes e fomos à(s) nossa(s) vida(s).
Eu, à puta da vida.
Ela... à outra!

domingo, 1 de janeiro de 2017

Torta? Não, é assim mesmo.

"O que nasce torto, tarde ou nunca se endireita" (?) 
Mais um ano para contrariar(mos) o ditado, ou como diz o carrossel da vida: "nova corrida, nova viagem".
Nova corrida porque o tempo é sempre mais veloz do que de útil (para nosso BOM proveito) fazemos dele, não pára porque não se cansa, não se cansa porque é inesgotável. Acaba apenas para cada um de nós quando desistimos...
Nova viagem, claro! Mais uma que, renovadamente, no início de cada ano prometemos a nós próprios cumprir - com uns "mais" dum lado e uns "menos" de outro, umas benfeitorias comportamentais, umas recusas às viciantes facilidades da(s) moda(s) - mas que se vão esgotando e dando lugar ao "outra vez a mesma merda" inexorável do pachorrento "dolce fare niente" contra natura a que nos vamos acomodando ano após ano.
De qualquer modo, fica bem prometer mudança e lutar por ela enquanto disso nos lembrarmos. 
Que seja! Vamos a isso! Pode ser que isto endireite!
(ou que, pelo menos, pare de entortar...) 


sábado, 19 de novembro de 2016

A derradeira traição

Casamento » adultério » infidelidade » 
o único mandamento que é referido duas vezes na Bíblia.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Slow down







"Todos os dias deveríamos ouvir um pouco de música, ler uma boa poesia, ver um quadro bonito e, se possível, dizer algumas palavras sensatas"

Goethe

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

A máquina do 1º andar

Havia dias (e muitas noites) que a vizinhança se mostrava desconfortável com a situação.
O chão e a parede que estremeciam às vezes, com o que parecia ser brutalidade imprópria entre quatro paredes. Aqueles sons ritmados e cíclicos que duravam minutos e minutos sem parar. Havia até quem, meio escandalizado, comentasse: 
-Aquilo não é humano! Coitada da rapariga! O que ela deve sofrer!
Cruzavam-se com ela na escada e com aquele olhar meio consternado meio solidário arriscavam : 
-Nem sei como resiste! 
Ela meio envergonhada sorria e respondia :
-Desculpem o barulho, mas às vezes não resisto! Custa-me incomodar mas sabem que há necessidades das quais não consigo abdicar!
Sabiam-na em casa logo que voltava aquele reboliço sem hora, aquelas batidas na parede e no chão.
A vizinhança mais assanhada comentava em voz baixa:
-Aquilo deve ser cá uma máquina. É que não pára! Anda ali naquele ronhónhó, depois dá-lhe aquelas fúrias e volta ao mesmo e … não pára! Não há-de a moça andar cansada!
Um dia todo aquele frenesim, como que por milagre, parou. Cruzando-se com ela na escada arriscaram a pergunta :
-Não é fácil, pois não, ter uma coisa assim em casa? Precisava talvez de descansar!?
Ela, gentil respondeu:
-Oh! Que se há-de fazer! Foi bom enquanto durou! Agora, por uns dias, vai ter que ser à mão!
Que escândalo !
Afinal que se passara de tão dramático? Seria doença? Esgotamento? Então ela sentia a falta? E à mão? Isso não parecia correcto !
-Oh minha querida! Desculpe a pergunta mas … foi grave? Precisa de ajuda?
Por momentos vacilou mas acabou por suspirar : 
-Kaputt! Gripou o motor! Conhecem algum técnico de máquinas de roupa? É que o inverno está à porta e a centrifugação e secagem fazem tanto jeito…
                                                                                                             (Net - Autor desconhecido)

segunda-feira, 30 de março de 2015

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Sítios errados

(mais uma vez) a notícia parece estar incompleta, pois, segundo testemunhas locais, o agredido foi levado ao negócio pelo slogan publicitário que nesse dia corria na aldeia à boca cheia: "hoje há saldos no sítio do costume".
Afinal... era publicidade enganosa...

quinta-feira, 3 de julho de 2014

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Vou ali, venho já!

Naquela noite de terça-feira treze, meio enlouquecido por duas horas sem fumar, Tonico agarrou no casaco e, ao mesmo tempo que batia a porta da rua, gritou para a mulher (Olga) que amamentava o jantar aos filhos (gémeos recém-nascidos):
- Vou comprar tabaco, já venho!
Problema: Tonico só gostava de cigarros Camel e a crise económica fez com que a tabacaria da vilória só vendesse tabaco de enrolar e os vulgares "mata-ratos"; quem quisesse outras marcas, encomendava e aguardava dois ou três dias pela entrega. Mas o pior acontecera: o Camel esgotara no armazém.
Solução: Montar a lambreta e ir estrada fora até encontrar cigarros, mas Camel.Tonico nem pensou duas vezes - ala moço!
No dia seguinte o cartório notarial de portas fechadas, sem qualquer aviso justificativo,  inquietou a vila. Ao sacristão madrugador, juntaram-se o carteiro e a enfermeira, o padre, o vereador e o polícia:
- E o Tonico, o notário, que é feito dele?
Ainda a pergunta pairava no ar, chega o padeiro com notícias mais frescas que as carcaças do cesto:  
- Pessoal, a coisa está esquisita: a dona Olga não sabe do marido!
O que a seguir se passou ninguém (como é habitual nestas incógnitas) sabe explicar: da morte ao suicídio, da fuga ao sequestro, até ao amancebar, tudo justificou a todos o desaparecimento de Tonico.
Durante os quatro dias seguintes, até o bloco noticiário da rádio local abria com as "sem notícias de Tonico".
Domingo, dezoito, cinco da manhã: Tonico entra em casa, despe a roupa tresandando a tabaco (Camel, claro!) deita-se ao lado da mulher e sem qualquer murmúrio deposita-lhe um beijo na testa.
- Tonico, querido! que é que aconteceu? - perguntou Olga.
O "desaparecido" com a voz embargada respondeu:
- Sabes como eu não passo sem os Camel, não sabes meu amor? Pois só consegui comprá-los em Barcelona, vê lá tu! Por isso demorei tanto!
- Ai Tonico, Tonico. Dorme, meu querido, Repousa, que esse teu vício ainda te mata de cansaço homem! - aceitou dona Olga. 



 

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Mistérios

... ɐɯıɔ ɐɹɐd ɐçǝqɐɔ ǝp ɹǝʌıʌ ɐ ɹǝpuǝɹdɐ soɯɐssod ǝnb ɐɹɐd '
oxı
ɐq ɐɹɐd ɐçǝqɐɔ ǝp ɐpɐɔoloɔ é ɐpıʌ ɐssou 'sǝzǝʌ sɐ -



(Stonehenge por Ikea)

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Nós somos o nosso próprio diabo

Especialmente dedicado a todos os meus colegas reformados/aposentados e (ainda) despreconceituosos, hoje publico este curto documentário sobre uma actriz porno, reformada, realizado com justaposição da sua actual opinião sobre essa vida passada e cenas do seu filme "Devil in Miss Jones", brilhantemente "acompanhado" pela música "paradise circus" dos Massive Attacks:
 "Oh well the devil makes us sin
But we like it when we're spinning in his grip". 

domingo, 6 de março de 2011

Rir sim, mas de quê?


Carnaval é Carnaval. Mas, a partir de "certa idade", o corpo já não responde tão bem aos estímulos da época como noutros tempos e, pior, a mente começa a não perceber (às vezes até parece aquela anedota da hiena... ri de quê?) a razão de tanta folia.
Por isso é que hoje já começo a sentir aquela nostalgia, quase saudade, dos temas sério-anedóticos que animam o nosso (triste, mas verdadeiro) dia a dia :

na política e políticos
na sociedade


E, enquanto não tenho acesso à verdadeira estória que o grupo Vai Sempre tem para contar sobre "parente e os amantes da vaga", cujos contornos animam (à boca mandada fechar) o carnaval penicheiro, vou espreitando histórias de outros tempos preparando-me para o que der e vier.

sábado, 25 de setembro de 2010

Chez Pilão

"Ó Matos, ó Pires, são quatro da manhã e o pessoal do PAIGC está furioso a bater à porta, pá!"
"Tá no ir. Vamos pela janela, goss goss!"

Foi esta, em 25 de Setembro de 1974, a última ordem que dei na tropa.
Poucos dias antes, tinhamos concluído as árduas negociações do campo de minas de Bissau com o PAIGC. A minha CCAÇ. 4747 estava praticamente em casa e eu só daí a três dias é que teria hipótese de pegar boleia no voo TAP-qualquer-coisa e saír dali para fora.
Por isso, na noite anterior, depois do jantar - esquecendo completamente que se festejava por toda a cidade o aniversário da Independência da Guiné Bissau - realizámos o briefing da "operação Pilão" na esplanada do Solmar(?), passámos pela boite "Chez Toi" onde iniciámos as hostilidades com as as nossas conhecidas europeias.
Depois, já em pleno bairro Pilão, bem despreocupados, percebemos finalmente o que aquela África tinha de melhor: a sua mulher.
E ali estivemos, durante as quatro ou cinco horas mais emocionantes daquele terrível ano
, sem medos civis ou receios militares.
Até chegarem os outros... os da casa.
(Pintura de Augusto Trigo)

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

El sapo cagon

Por falar em sapos, assistam a este miminho doméstico sobre os problemas do desencantamento.