No Brasil, mais de 7 por cento da população fez sexo com alguém que conheceram na Net.
"Os dados hoje aqui divulgados revelam que 10,5 por cento dos jovens, com idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos, tiveram, no mínimo, um parceiro sexual que conheceram através da Internet. Este valor sofre uma redução significativa, passando para metade (5,4 por cento), quando se trata da faixa etária situada entre 25 aos 49 anos e para os 1,7 por cento no caso dos indivíduos com idades entre os 50 e os 64 anos.
Daqui resulta também um aumento das relações casuais, sendo que 9,3 por cento dos brasileiros, entre os 15 e os 54 anos, tiveram mais de cinco parceiros nos doze meses que precederam à realização do inquérito. Em oposição, o estudo feito anteriormente, em 2004, indicava que apenas 4 por cento destes indivíduos teriam mantido relações casuais. Entre as pessoas com até 64 anos, as relações efémeras atingem os 8,8 pontos percentuais."
Deste lado do oceano não há indicadores oficiais sobre este tema. No entanto, a crer no número de crianças que se queixam do estranho desaparecimento do seu "magalhães", não deve faltar muito tempo para que a família portuguesa entre numa estatítica destas.
Hoje assisti, pela enésima vez, à discussão entre um automobilista infractor e um agente da PSP, por causa do estacionamento de veículos no centro da cidade - na zona dos parcómetros, repito, na zona de estacionamento pago - num cenário à volta do habitual problema do estacionamento “por 2 minutos…” que, às vezes, (ultra)passa o limite da decência e toca as raias do “xico-espertismo”.
Neste caso de curto abuso, apesar de redutora, subscrevo a objecção do autuado: “ só aqui é que multam ? ”
De facto, é pouco lisonjeiro para um agente da autoridade ser questionado desta forma. Mais a mais quando, antes e durante a ocorrência, a poucos metros dali, o trânsito fluía impunemente pelo Largo 5 de Outubro, D. Pedro V e Rua José Estevão acima, como se ali não existissem dois sinais de trânsito proíbido. Para não referir os carros estacionados nesses largos, apesar da proibição afixada.
Este episódio passa-se diáriamente, há anos. Provávelmente, a Polícia terá as suas razões, mas o cumpridor da(s) lei(s) – especialmente o penicheiro que sabe do resto* – não pode conviver nada bem, por um lado, com a falta de civismo de muitos dos seus conterrâneos, por outro, com esta dualidade de critérios que, diga-se em abono da verdade, mais parece uma falta de respeito institucional: tamanho tem sido o desprezo das entidades reguladoras do trânsito local – nomeadamente, o pelouro da Câmara Municipal – pelas muitas reclamações, individuais e colectivas, apresentadas. Pela minha parte, esta é aterceira vez (em pouco mais de uma ano) que, publicamente, abordo o tema. O que, também já fiz em Assembleias, de Freguesia e Municipal.
Face à nulidade do resultado das muitas exposições e reclamações feitas por tanta gente, e para que Peniche deixe de ser candidata a capital da onda da pouca vergonha, proponho uma solução a que o Presidente da Câmara não resistirá:
- a criação de um Movimento Cívico de Apoio ao Cumprimento da Regulamentação do Trânsito de Peniche, através de Protocolo a celebrar, durante a entrega dos prémios da próxima Corrida das Fogueiras, entre a CMP a PSP, GDP, CRP, AEFCRP, ACISP, RN, BVP, ESP, IPL/ESTM, AMAP, CTT, SCMP, CGD, PM, etc. e tal.
Se esta fórmula não resultar, vai ser complicado resolver isto até ao Natal. Porque não temos Provedor da Justiça, o Governo não pode tomar grandes decisões até às próximas legislativas e o PR tem mais Boas Poucas Nacionais vergonhas em que pensar.