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sábado, 19 de outubro de 2013

Desgarrada Açoreana

"... e nessa não tens razão
 ó Pedro entra na guerra!
Tu és mais um ladrão,
 que está roubando esta terra."
                                                     (José Custódio)
A partir dos 5 minutos, este vídeo poderia ser uma parte do debate - entre António José Seguro e Pedro Passos Coelho - sobre o Orçamento de Estado 2014. 
Poder, poderia, mas não será.  Porque acaba assim:
 "Já viram este vaidoso,
                           que está pr'aqui a brincar...
                                                       Eu sinto-me muito orgulhoso,
                                                                                de estar em segundo lugar!"
 (Pedro Pacheco)

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Vampiros da Bolanha

... foi o nome de guerra escolhido em Janeiro/1974 no sul da Guiné-Bissau pela maioria dos meus cento e tal camaradas de armas açorianos que constituíam a Companhia de Caçadores 4747 -  formada no BII17 em Angra do Heroísmo no último trimestre de 1973.
É a todos eles que, saudosamente, recordo sempre que vejo, oiço ou leio o que quer que seja sobre os Açores.
Apesar de tudo, como diria o outro: "eu já fui feliz nos Açores"

domingo, 16 de agosto de 2009

Porque

... me lembrei hoje, trinta e cinco anos depois da viagem Chugué-Quinhamel-Biombo, dos cento e tal coriscos mal amanhados com quem partilhei umas dúzias de chapas de zinco no meio da bolanha africana, por quem - nas horas aflitas - conheci o Senhor Santo Cristo e, principalmente, de quem aprendi o saber de atravessar a nossa própria solidão.

quarta-feira, 5 de março de 2008

GUINÉ - 1974 (Capítulo I)

Passam hoje 34 anos sobre o dia mais longo da minha vida.
Na aldeia-quartel de Chugué, no sul da Guiné (Bissau), eram 11,00 horas da manhã. Apesar da tensão permanente em que ali viviam perto de 250 militares portugueses e 200 ou 300 civis guineenses, era a hora do futebol entre os 3º e 4º pelotões da minha C.CAÇ 4747 - "Os Índios da Bolanha" (Companhia formada maioritáriamente por Açoreanos).
Mas também era a hora marcada pelas chefias militares do PAIGC para dar inicio a mais uma "flagelação" com morteiros, RPG's, balas foguetões 122 e tudo o mais que pudesse atingir os "tugas"que por ali andavam há perto de 500 anos.
O "flagelo" durou 6 horas: seis longas horas, inquestionavelmente menos que 5 séculos.
Não tendo causado feridas físicas, foi psicológicamente violentíssimo e repetiu-se mais do que uma vez; mas foi assim que eu - branco, apolítico e sem quaisquer acções da CUF, da Sacor ou da Central de Cervejas - ao estar ali no lugar do Marcelo Caetano, do cardeal Cerejeira ou das famílas Mello, Champalimaud e SottoMayor, aprendi a ser negro, democrata e apoiante incondicional da Liberdade.
Visitar: http://www.guiledje.org/.
Para constar: os Penicheiros que cumpriram o serviço militar na Guiné têm o seu 1º Encontro Concelhio no próximo dia 19 de Abril. Inscrições no Café Aviz/Peniche.