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quarta-feira, 11 de junho de 2014
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Fado Chorado
Junho tem sido um mês duro de roer. Hoje, mais um dia de reflexão intelectualoide, saltou-me o choradinho, o nosso, o genuíno, o do Fado.
E será que não há porra nenhuma neste País e neste Povo que mereça a pena? ,
Que merda de "meia dúzia" de actores públicos andam por aí, às custas de quase dez milhões de almas lusas, a deprimir-nos, alimentando as teses miserabilistas dos - sempre em pé - arautos da desgraça?
Será que viver em Democracia (já) não presta?
Que merda de "meia dúzia" de actores públicos andam por aí, às custas de quase dez milhões de almas lusas, a deprimir-nos, alimentando as teses miserabilistas dos - sempre em pé - arautos da desgraça?
Será que viver em Democracia (já) não presta?
Ou será que o "todo o mundo é composto de mudança, tomando sempre novas qualidades" é só o aproveitamento partidarizado da poesia camoniana?
Antes que esta psicose se colectivize e se transforme num caso de saúde pública, talvez seja bom dar uma vista de olhos pela nossa História - são pouco mais de sete minutos, mas farão mais à nossa auto-estima do que sete caixas de "prozac de esquerda" ou de "cipralex de direita".
E, para não esquecer, Luis de Camões já há muito tempo cantava:
"Os bons vi sempre passar no Mundo graves tormentos;
E pera mais me espantar, os maus vi sempre nadar em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim o bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só pera mim, anda o Mundo concertado".
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