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quinta-feira, 1 de junho de 2017

A coragem de os ter no sítio



Há uma vintena de anos, um adolescente meu amigo, perguntado sobre o que queria "ser quando fosse grande" gracejou:
- Um bandido. Mas dos bons!
Na altura tentei demovê-lo de tamanha idiotice - e hoje o seu comportamento é prova (feliz) de que o terei convencido.
Vem esta memória a propósito das 13 medidas, recentemente preconizadas pelo super-juíz Carlos Alexandre, para maior eficácia no combate à corrupção, recorrendo, na sua maioria, a opiniões veiculadas em 2002 pelo deputado Almeida Santos (co-autor do sistema judicial português).
Ao recordar que, para além da excelência jurídica do deputado, presidente do PS e conselheiro de Estado, Almeida Santos foi também "só" presidente da Assembleia da República, pergunto-me:
- Quando é que a coragem individual de uns quantos forçará a coragem colectiva (diga-se política e, principalmente, partidária) a enfrentar eficazmente os graves problemas que, de facto, infectam a sociedade portuguesa?
Enquanto isso, sempre que apareçam casos que configurem crime: corrupção, branqueamento, apropriação indevida, abuso de confiança, evasão fiscal e outros que enxameiam a telenovelesca justiça portuguesa, nós, com aquele habitual feitiozinho "calimero", bufaremos para o lado:
"- É a bandidagem do costume; este é dos bons, há-de safar-se..."




segunda-feira, 28 de julho de 2014

País esburacado

Este fim de semana tive a oportunidade de dar os meu passeios higiénicos diários por um campo de golfe. 
E, apenas caminhando por aqueles percursos pouco agrestes, em zonas de total envolvimento com a Natureza - bebendo os seus silêncios e ruídos próprios - percebi porque está aconselhada a prática do golfe na prevenção e tratamento de doenças dos foros cardiológico e psicológico: (Viver mais cinco anosé a conclusão de um estudo realizado na Suécia com mais de 300 mil golfistas, e divulgado pelo Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports, no qual se demonstrou que estes têm uma taxa de mortalidade 40 por cento inferior ao resto da população).
Ora, enquanto usufruía parcialmente dos benefícios desta minha semi-aventura, ocorreu-me a questão: 
- haverá alguma relação entre o objectivo máximo do golfe ("fazer" o máximo de buracos com o mínimo de tacadas/tempo) e o facto dos suspeitos(...) dos crimes de colarinho branco serem na sua maioria golfistas?
Coincidência ou o efeito curioso de uma eventual hiper-oxigenação cerebral que me terá comovido em excesso, a verdade é que os buracos já começam a ser mais que as minhocas... 


quarta-feira, 21 de maio de 2014

Acabou-se o "Palito"

De acordo com as últimas notícias, Manuel "Palito" - o suspeito de matar 3 mulheres e ferido outras duas, que andava a monte há 34 dias - acaba de ser detido pela PJ.
Termina assim o episódio burlesco desta fuga que, durante um mês, alimentou o anedotário nacional, quer pelas artes e manhas do foragido, quer pela ineficácia das buscas empreendidas.
Espera-se agora que a Justiça seja célere e cuidada, não vá o artista aproveitar-se de certas "benevolências ocasionais" para voltar a tornar-se figurão do nacional-photoshop, quase fazendo esquecer o crime hediondo que terá cometido.

    

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Manifesto de indignação


Porque a punição dos que mais beneficiaram do enriquecimento duvidoso, promovido pela incompetência militante e corrupção que têm gerido o país, lhes vai (continuar) a passar ao lado.
Porque as medidas de combate à Crise estão e vão continuar a penalizar os que menos para ela contribuiram.
Porque quem não quiser compreender o que (nos) está a acontecer agora  não  pode lamentar o que vai suceder a seguir.


terça-feira, 5 de maio de 2009

Há mãe ... (2)


Sobre a minha postagem de ontem:

- A juíza decidiu:"tolerância zero ".
Está decidido !

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Há mãe ...

"O Ministério Público está a acusar duas mulheres, Ana, de 38 anos, e Alexandra, de 28 anos, de terem iniciado uma criança de 5 anos na prostituição, uma situação que terá durado cerca de 3 anos, isto é, até a menina ter 8 anos. Os acontecimentos tiveram início nos finais de 1995 e terminaram em 1999. O caso chegou ontem a julgamento, que decorreu à porta fechada, tendo as arguidas sido ouvidas em separado. De acordo com a acusação a menina, - que é filha de Ana -, era levada pela própria mãe, e pela amiga desta – Alexandra – a duas discotecas em Ponta Delgada e uma em Água de Pau, lugares onde eram dadas bebidas alcoólicas para que a menina tivesse “práticas sexuais de relevo”. De acordo com o Ministério Público, as práticas sexuais eram feitas em “carros abandonados em terrenos baldios”, e/ou em lugares próximo das discotecas. Os homens “apalpavam o corpo da menina”, bem como deixavam que a menina fosse beijada “na boca”, que mexesse “nos pénis”, e que praticasse “coito anal e sexo oral”. A acusação também refere que a menina era levada para “sessões de striptease no feminino para que aprendesse e pudesse fazer igual mais tarde”. O Ministério Público ainda acusa as arguidas de terem iniciado a menina na prostituição, durante três anos, com “intenção lucrativa”. Mais acusa que os homens davam dinheiro e que, às vezes, davam o dinheiro à menina que depois, em algumas situações, era dividido pelas arguidas."

Esta notícia do Diário dos Açores do último 26 de Abril podia encaixar na celebração de ontem "Dia da Mãe". Hoje, poderia aqui dizer que não o fiz porque era um caso de polícia, um tenebroso episódio de alienação maternal e, provávelmente, mais uma vitória (pré)anunciada dos chamados desvios comportamentais dos económicamente menos favorecidos.
Mas não foi. A minha mãe, a mãe dos meus filhos e os restantes biliões de mulheres que por esse Mundo fora "assumiram o dom da criação, da doação e do amor incondicional" (*)- nenhuma delas poderia ter o seu DIA de festa manchado com a nota de um crime tão hediondo.
No entanto, hoje, a Ana - a "mãe" da notícia - merece aqui ficar, pela baixeza do crime praticado ao mediar a prostituição da própria filha, de cinco anos de idade.
(*)- Barbosa Filho

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Dias terríveis ...



Hoje um, amanhã outro ...

E assim iremos, gemendo e chorando (pelos outros e por nós) até que a Crise deixe de justificar o estado depressivo em que (já) estamos vivendo, permitindo então que a Raiva volte a trazer-nos, apenas, uma vontade terrível de dar umas palmadas !!!