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domingo, 24 de setembro de 2017

O seu a seu dono

Juro que não é por, quase todos os dias, ter de limpar a merda de cão que poisa à minha porta; juro que não foi por já ter sido atacado, mais do que uma vez, por cães vadios (e não só) aquando das minhas caminhadas diárias; juro que não foi por ver confirmada em 2017 a fraude pré-eleitoralista da Câmara Municipal de Peniche e "sus muchachos" com a criação da praia de caninos no Porto d'Areia Norte; juro ainda que não foi por, há três semanas, a minha neta (de 4 anos) ter ficado a centímetros de se sentar em cima de uma bosta canídea em pleno relvado do parque urbano da cidade (ou Parque dos Pocinhos, como prefiro chamar-lhe). Tampouco a criação de um parque canino no mesmo parque, conforme projecto do Orçamento Participativo premiado a semana passada pela Câmara Municipal será causa principal deste meu desabafo.
O que me obriga a aqui deixar uma nota menos confortável, passa pelo comportamento pouco cívico, diariamente visível, de muitos dos donos dos cães desta cidade, quando os deixam à solta nas ruas ou nas praias, ou quando os levam a "passear" (leia-se: a fazer as necessidades fisiológicas ao ar livre) sem se preocuparem com a sua posterior limpeza (obrigatória)...
E as entidades a quem compete zelar pelo respeito das regras da salutar convivência entre homem e animais, que fazem?

Criam condições para cuidar da sanidade e controle de animais vadios? Vigiam e ou acautelam a higiene e segurança dos locais públicos?
Promovem a informação/educação das pessoas donas de animais? Punem os infractores?
Nada. Zero. Apenas encenações protocolares para youtube e notícias de TV.
Então?! O que será necessário fazer-se em Peniche para educar certas pessoas a respeitar os outros, seus concidadãos, como se dos seus cães se tratassem?


sábado, 30 de julho de 2016

A praia dos donos disto tudo

Na sequência do "desafio que o secretário de Estado da Defesa Nacional terá lançado" ao presidente da Câmara Municipal Peniche, a praia do Porto d'Areia Norte está sinalizada para ser a primeira praia para cães do país, faltando apenas assinar o "respectivo protocolo" entre o Estado e a CMPeniche no próximo dia 6 de Agosto...
Nada tenho contra a bondade da ideia, mas porque desconheço a informação que terá sido (ou não) prestada à secretaria de Estado em causa sobre as características do local em questão, a minha consciência obriga-me a ponderar o seguinte:
- A praia do PANorte fica em zona de grande densidade habitacional local e turística;
- A praia do PANorte foi, durante dezenas de anos, o principal ponto de descarga das águas residuais da cidade de Peniche e, por isso mesmo, a maioria da sua fauna e flora marítimas foi completamente devastada, mas há 15 anos atrás, com a inauguração da ETAR, o sistema de vida animal e vegetal entrou em regeneração, cujos frutos são já bem visíveis no local;
- A praia do PANorte fica entre dois (desprezados) marcos históricos da defesa militar portuguesa;
- A praia do PANorte faz parte de zona de património geologicamente reconhecido;
- A praia do PANorte fica em zona arqueologicamente classificada (relacionada com a necrópole do navio S.Pedro d'AlCântara).
A estes considerandos (facilmente confirmáveis) poder-se-á acrescentar o facto de, em Peniche, existirem muitos quilómetros de praia disponíveis para a marcação de uma praia de caninos sem ofender as susceptibilidades ambientais, arqueológicas, históricas, geológicas e humanas que a putativa escolha do presidente da CMPeniche desafia.
Por último, seria bom consultar os resultados práticos da fúria protocolar dos 11 anos de vida deste executivo camarário.
Provavelmente não deferirão dos lastimosos resultados verificados na maior parte das autarquias nacionais, exactamente porque, aí, servem mais vezes objectivos politico-partidários e de promoção individual que os enunciados.
Depois do que está a ser divulgado como "as condições de frequência" para a citada praia - que será praticamente o mesmo por que se regem as praias não vigiadas - temo pela realidade do que está em apreço.
Por tudo o que aqui exponho e porque ser penicheiro é também ser português e cidadão do Mundo, lanço um apelo ao bom senso das entidades envolvidas, esperando, muito sinceramente, que reconheçam os riscos que ao local escolhido trará a ligeireza com que encarreiraram em mais uma operação do marketing político-partidário do mediático dono da Nikita. 

terça-feira, 25 de março de 2008

EXAGEROS

De vez em quando, por esta ou por aquela razão, lembro-me deles: companheiros que fizeram parte de 30 anos da minha vida. Passeámos e brincámos juntos, zangámo-nos (só por minutos), comemos da mesma comida, trocámos carícias, partilhámos amizades, e, principalmente, confiámos uns nos outros até ao fim.
Mas, se calhar, hoje – ao ler a revista Única/Expresso – devia ter sentido remorsos: porque nunca levei os meus companheiros a hotéis (e muito menos a “spas”), assim como nunca lhes dei outra comida que não fosse a mesma que eu comia, nem nunca lhes dei brinquedos que não fossem dos meus, nem lhes dei camisolinhas ou mantinhas de lã e nem sequer dormimos na mesma cama.

Pois é verdade, mas não senti qualquer arrependimento.
O que senti foram muitas saudades …
Saudades do Boby, da Lassie, do Snoopy, da Lorena, do Popeye e do Shaq : os cães da minha vida.
http://clix.semanal.expresso.pt/unica/artigo.asp?edition=1847&articleid=ES285005&subsection

Foto: Museu Gugennheim - Bilbao