Juro que não é por, quase todos os dias, ter de limpar a merda de cão que poisa à minha porta; juro que não foi por já ter sido atacado, mais do que uma vez, por cães vadios (e não só) aquando das minhas caminhadas diárias; juro que não foi por ver confirmada em 2017 a fraude pré-eleitoralista da Câmara Municipal de Peniche e "sus muchachos" com a criação da praia de caninos no Porto d'Areia Norte; juro ainda que não foi por, há três semanas, a minha neta (de 4 anos) ter ficado a centímetros de se sentar em cima de uma bosta canídea em pleno relvado do parque urbano da cidade (ou Parque dos Pocinhos, como prefiro chamar-lhe). Tampouco a criação de um parque canino no mesmo parque, conforme projecto do Orçamento Participativo premiado a semana passada pela Câmara Municipal será causa principal deste meu desabafo.
O que me obriga a aqui deixar uma nota menos confortável, passa pelo comportamento pouco cívico, diariamente visível, de muitos dos donos dos cães desta cidade, quando os deixam à solta nas ruas ou nas praias, ou quando os levam a "passear" (leia-se: a fazer as necessidades fisiológicas ao ar livre) sem se preocuparem com a sua posterior limpeza (obrigatória)...E as entidades a quem compete zelar pelo respeito das regras da salutar convivência entre homem e animais, que fazem?

Criam condições para cuidar da sanidade e controle de animais vadios? Vigiam e ou acautelam a higiene e segurança dos locais públicos? Promovem a informação/educação das pessoas donas de animais? Punem os infractores?
Nada. Zero. Apenas encenações protocolares para youtube e notícias de TV.
Então?! O que será necessário fazer-se em Peniche para educar certas pessoas a respeitar os outros, seus concidadãos, como se dos seus cães se tratassem?


