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quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Há dias assim

Eu sei que hoje haverá duas ou três sedes partidárias em que o silêncio imperará por luto.
Eu sei que hoje haverá outras tantas sedes partidárias em que que a fotografia omnipresente de Salazar terá sido disfarçada por uma qualquer imagem parecida com esta.
Mas também sei que as sedes Abertas, ou mesmo semi-encerradas, aos verdadeiros ideais de Abril/74 celebrarão hoje mais um dia importantíssimo para a Democracia portuguesa.


O que eu não sei é a razão de não se comemorar oficialmente a data (25/11/1975) com o respectivo feriado nacional para que nunca se apague da nossa memória histórica.
Incompreensibilidade que, num Estado laico como o nosso - com três ou quatro feriados religiosos - convenhamos, é inexplicável.



quarta-feira, 25 de novembro de 2020

(re)Clicar para não esquecer

Quarenta e cinco anos depois, cada vez me convenço mais de que, não fora o 25 de Novembro de 1975, e a Democracia conquistada em 25 de Abril de 1974 jamais seria o que é hoje - com todos os seus defeitos e incongruências.
Por isso, seria bom que atentássemos às mensagens e mensageiros do revanchismo salazarento que, todos os dias, aproveitando a liberdade que tanto contestam, nos cheg@m por todas as formas comunicativas.


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domingo, 25 de novembro de 2012

O povo (ainda) é sereno(?)

Quando me treinaram para "trambo"  (rambo trambolho), a poucos dias de embarcar para a Guiné, avisaram-me que os movimentos políticos contestatários tinham uma certa predilecção por datas historicamente importantes para lançar acções mais ou menos violentas contra o regime.
Hoje lembrei-me deste ensinamento e esperei.
Esperei. Esperei.
... e porra, é quase meia-noite e nada!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A queda de um outro muro, há 34 anos.

Quando olho à minha volta, e aqui tão perto, cada vez me convenço mais de que não fora o 25 de Novembro de 1975 , e a Liberdade aclamada e conquistada em 25 de Abril de 1974 jamais teria o significado que hoje tem.

Por isso, hoje é um dia para celebrar, recorrendo a um exercício diferente: vendo, ouvindo e... imaginando!


terça-feira, 25 de novembro de 2008

Ódio Velho Não Cansa


"O Partido Comunista queria tomar o poder. Na noite de 24 para 25 de Novembro, militantes da UEC e da JCP estavam em casa à espera que lhes distribuíssem armas para saírem para a rua. Quem me confirmou isto foi a Zita Seabra. Mas à última da hora, o Cunhal, que dias antes tinha falado com o Costa Gomes, mandou desmobilizar toda a gente. O Costa Gomes fez-lhe ver que ele perdia. Eu já tinha aqui no Norte pelo menos dois mil homens disciplinados. O Jaime Neves avançou com os ‘comandos’ e neutralizou as unidades de Lisboa que apoiavam o Partido Comunista."

"Denuncio, por exemplo, uma mentira que tem sido alimentada há 33 anos. Corre que o então tenente-coronel Ramalho Eanes comandou toda a acção militar de 25 de Novembro. Eanes não fez nada. Se fosse um homem de carácter já se teria demarcado publicamente desta mentira. Quem comandou o 25 de Novembro foi o Presidente da República, general Costa Gomes. Jaime Neves cumpriu ordens do Presidente – de mais ninguém. Ramalho Eanes é um bluff. Ainda por cima aparece como um herói nos livros escolares, o que não posso aceitar."

Estas e muitas outras "meiguices históricas" fazem parte do livro
"Vice-rei do Norte: Memórias e Revelações" - autoria de Pires Veloso, comandante da Região Militar Norte em 25 de Novembro de 1975 , foram reveladas numa entrevista ao CorreiodaManhã.
No entanto, a maior curiosidade do livro prende-se com o autor do prefácio: Mário Soares.
O
que explica muita coisa ...
"O ódio inspira a eloquência da traição"
Camilo Castelo Branco