Se, para qualquer cidadão do mundo, é penoso assistir à forma socialmente desigual como Donald Trump vem gerindo a USA corona-crisis, agravada pela sua versão belicista da "lei e ordem" contra a violência relacionada com o racismo endémico da América, foi doloroso, independentemente do credo religiosos professado, vê-lo de bíblia na mão - querendo sugerir ser em nome de Deus que assim tem de governar, mesmo que em permanente conflito com os direitos básicos dos seus concidadãos.
Naturalmente, muitos cristãos já terão manifestado o seu repúdio contra Trump, mas os crentes em Deus e as suas igrejas não se podem calar como se fosse normal Deus estar na boca dos que defendem a graduação do direito à vida, dos racistas, dos que censuram e ofendem a dignidade da pessoa humana e alimentam a conflitualidade permanente.
A verdade é que já vem sendo tempo de as correntes de opinião dos movimentos católicos, sempre céleres na condenação das "ideias fracturantes" do universo materialista, mostrem, inequívoca e rapidamente, ao Mundo a sua indignação pelos sacrifícios impostos às almas norte-americanas por um vigário vigarista "invocando o santo nome de Deus em vão".
Agora é que vai ser. Vamos ficar sem tropa - da que, para se fechar uma porta, é preciso, antes, que a ordem passe pela voz de quatro ou cinco profissionais qualificadíssimos, cujo pré fica sempre, sempre, acima do ordenado mínimo nacional.
Os galões agitam-se, as divisas saltam e o povo treme.
Mas tremer de quê? de quem? Só se fôr de frio, fome e desespero. Porque dos mouros e dos espanhóis a História já se encarregou de os afastar para sempre.
Como o imperialismo Russo já tem sarna para se coçar, só se forem os americanos... quem sabe (as Lajes, o Madeira's wine, os cães d'água algarvios, um governo pró-neonazi, a excelência das relações com a China...).
Passada uma semana sobre o massacre na escola primária, em
Newtown, que resultou em 28 mortos, incluindo 20
crianças, várias personalidades do mundo do espectáculo dos uniram-se num apelo ao povo norte-americano exigindo à administração Obama um plano para acabar com
estas hecatombes que, periodicamente, abalam o país.
Entre outros, o
vídeo reúne artistas como Cameron Diaz, Cate Blanchett, Jennifer Aniston, Julianne
Moore, Chris Rock, Jennifer Garner, Beyoncé, ou Conan O’Brien.
Não sei se Barack Obama saberá que"quem viveu em Portugal durante três anos não pode dar sangue nos EUA"-como aqui é referenciado - "por causa da doença das vacas loucas".
Não sei, tampouco, se o presidente Obama, por razões óbvias, ainda acreditará nestas discriminações de matriz racial.
Não sei, também, se o actual presidente dos USA já terá o (vergonhoso) filme de guerra que, desde há poucos dias, invadiu as casas das suas colónias.
No entanto, tenho a certeza que, algures, um qualquer cowboy, de uma das muitas agências controleiras da democracia mundial, vai passar por aqui e ficar a saber (se é que já já não sabe...) que o dólar, a coca-cola, a Oprah e o "nine eleven" já não convencem ninguém da inocência da cavalaria americana.
Por isso, aliás, só por isto é que os americanos conseguem estar em qualquer lado mais de duas semanas. Let's look:
Depois de ter lido a notíciasobre o intrigante aparecimento deste cartaz de G. Bush numa estrada americana é que percebi a falta de originalidade dos cartazes que andam a aparecer nas estradas do cavaquistão.
Caramba, quando é que as forçasvivasportuguesas deixam de gerir a política nacional em sistema copy/paste ?
"No passado dia 11 de Setembro, a rede ABC convocou o grupo Black Eyed Peas para marcar, ao ar livre , em Chicago, o início da 24ª temporada do progama de Oprah Winfrey.
Nenhuma grande novidade até aí. Mas tudo muda ao saber da estratégia utilizada pela banda para tornar o evento inesquecível: redes sociais como Twitter e Facebook foram utilizados para convocar pessoas que adoram dançar para participar de uma apresentação especial, da qual nem mesmo a Oprah sabia que iria acontecer: um Flashmob com aproximadamente 20 mil pessoas!
Como na maioria dos Flashmobs, de início você enxerga apenas uma pessoa com cara e atitude irracional, dançando como louca no meio de pessoas quase que estáticas e, aos poucos você vê mais um, e mais dois, e mais dez E o local esta tomado por pessoas dançando uma coreografia muito bem ensaiada e sincronizada com a música.
Através do anuncio realizado nas redes sociais, cerca de 800 pessoas compareceram aos ensaios que contaram com apenas um produtor, um coreógrafo e vinte dançarinos profissionais Todos os outros eram pessoas comuns, mas todas fazendo diferença num evento que já está marcado como o maior Flashmob realizado até hoje!"
(Nasdaaq)
Tudo parece, apenas, dever-se a mais uma das virtudes das redes sociais. Eu tenho um "feeling" de que se trata de uma demonstração da pujança e fascínio que o "black power" exerce (easy come) sobre a nova sociedade americana (easy go?).
Finalmente temos um da nossa raça (canina) na Casa Branca!
E, tal como (só?) os portugueses bem sabem, um amigo junto do Poder é como o "código postal" ... Não importa que seja cão, o que interessa é que, quando Portugal precisar de qualquer coisinha do tio Sam, tem lá o BO (esperemos que saramago tenha razão e lhe chamem "Bô"). A partir de agora, quando lhes perguntarmos: "can we?" a resposta só vai ser: "yes, you can" É claro que, no mercado, as "amizades" portuguesas a F.Carlucci ou a H. Kissinger vão desvalorizar, mas ... tudo tem o seu preço, e o BO parece que só gosta de tomates, por isso, haja poupança ! Só é pena é que já tenham começado a estragar o cão... estes adornos havaianos não lhe ficam lá muito bem, fica muito canixe para cão macho - e isso (ainda) não é muito português !!!
De facto, há "something in the air". O homem está a arranjar maneira de reerguer os Estados Unidos da América e levar os americanos a uma nova forma de ajudar (a governar) o mundo: mais soft, mais light, onde o diálogo seja a via privilegiada para o compromisso. Assim, se o deixarem, Obama pode vir a ser o papa da globalização. Por ora, e como se diz na nossa terra: