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domingo, 20 de dezembro de 2015

Domingo, dia de tomar banho e desopilar

Um xico-esperto português, daqueles (mal)paridos pelos sistemas de protecção social que vivem exclusivamente de subsídios resultantes das manobras de emprego/desemprego, aproveitou a onda de refugiados que se movimenta por toda a UE e integrou-se como refugiado sírio num grupo em migrante pela Alemanha. 
Um dia, encontrou uma fada loira oferecendo-lhe a realização de três desejos.
"OK", diz o pseudo-sírio: "desejo uma casa bonita ..."
Plufft... , no mesmo momento uma bela mansão aparece na frente do flagelado. "É sua", diz a  fada loura. “E o segundo?”
“Porreiro, pá!".” Agora, para preencher a garagem, quero três carros novos:  um de cada marca alemã.” 
Plufft..., e o último modelo da Audi, o da BMW e o da Mercedes  aparecem estacionados dentro da garagem.
"Oh meu Deus, por Alá! e agora o meu terceiro desejo: quero que você me transforme num alemão...!"
 Plufft..., a casa e o carrão desaparecem.
 O asilante:
 "Oi fada, que foi isso? onde estão a minha casa e os meu carros, hein, hein?"

 "Você agora é alemão; precisa trabalhar...!"

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

A ordem criminosa


"Muros grandes, para que os privilegiados possam seguir sendo a minoria que manda e os outros se resignem a ser a maioria que obedece."
 (Eduardo Galeano)




quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Filhos de um deus menor?

"Não vamos à procura de uma vida melhor.
                    Vamos à procura de vida. 
Atrás de nós só há morte."
(Ahmed Abdalla - cidadão português / ex-refugiado - in: Jornal Expresso)

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Porque tudo o mais são tretas

31 anos depois, Fernando Tordo ganhou (?) coragem e deixou ESTE país de merdosos.
                                                                      Ai como doi a cobardia!

Na minha vida tive palmas e fracassos
Fui amargura feita notas e compassos
Aconteceu-me estar no palco atrás do pano
Tive a promessa de um contrato por um ano
A entrevista que era boa
E o meu futuro foi aquilo que se viu

Na minha vida tive beijos e empurrões
Esqueci a fome num banquete de ilusões
Não entendi a maior parte dos amores
Só percebi que alguns deixaram muitas dores
Fiz as cantigas que afinal ninguém ouviu
E o meu futuro foi aquilo que se viu

[Refrão:]
Adeus tristeza, até depois
Chamo-te triste por sentir que entre os dois
Não há mais nada pra fazer ou conversar
Chegou a hora de acabar

Na minha vida fiz viagens de ida e volta
Cantei de tudo por ser um cantor à solta
Devagarinho num couplé pra começar
Com muita força no refrão que é popular
Mas outra vez a triste sorte não sorriu
E o meu futuro foi aquilo que se viu

[Refrão]

Na minha vida fui sempre um outro qualquer
Era tão fácil, bastava apenas escolher
Escolher-me a mim, pensei que isso era vaidade
Mas já passou, não sou melhor mas sou verdade
Não ando cá para sofrer mas para viver
E o meu futuro há-de ser o que eu quiser

[Refrão]

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Ai Portugal ...


… se eu tivesse à volta de trinta anos,  fosse licenciado – desempregado, funcionário público a recibos verdes ou  professor faz-de-conta…
 … se eu não tivesse contribuído (mais de dois terços  da minha vida) para garantir a subsistência na velhice que agora  me querem roubar…
… se eu não tivesse apostado em Portugal, no ser português,  na defesa do meu País, na democracia de Abril que  deu  oportunidade ao primeiro-ministro e seus sequazes de se educarem à minha conta, de se terem tratado com médicos de um serviço nacional de saúde que eu  sustentei e terem usado as auto-estradas que estou a pagar e que os meus bisnetos (vindouros) continuarão a amortizar…
… se não fossem essas razões e mais uma carrada que aqui não digo por respeito a quem  habitualmente me lê, então faria como os Mestres, os Relvas e os Coelhos sugerem:
Emigrava.
Não para os (pseudo)paraísos de dialecto oficial português, mas para países onde a verdade, a justiça e o respeito pela pessoa humana fossem como que a única língua oficial, evitando continuar a assistir ao triunfo da incompetência, à ascensão politica de prostitutos, à vitória do liberalismo das confrarias; em suma:  ao acabar do PAÍS que idealizei e por que lutei, na esperança de o deixar como pátria querida aos meus filhos, com o mesmo orgulho que o herdei dos meus antepassados.


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Os caroços da laranja

Se, já no mês passado, um tal De Mestre aconselhara os jovens desempregados, a emigrar, este fdsemana, PPCoelho voltou a dar voz à fórmula laranja para combater o desemprego qualificado em Portugal.
Porque, se os portugueses daqui saírem, o Estado deixa de pagar subsídios, abonos e os apoios sociais devidos à sua subsistência - correndo o risco de receber uns euros da malta que trabalha noutros países - emigrar parece, pois, ser a solução para este país.
Tanto assim, que pelas grandes capitais europeias, o governo português já publicita a disponibilidade do natural-luso-desenrascanço, numa derradeira manobra de diversão fruto da genética incompetência governativa dos seus políticos. 

BERLIM
LONDRES


VIENA
PARIS

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O Messi da Cova da Moura

A história Alfredo Silva - um português que promete dar continuidade à qualidade futebolística da nossa emigração: tipo Cristiano Ronaldo, ou será tipo Ricardo  Quaresma? 
O futuro dirá. Mas que o miúdo (já) promete, lá isso promete!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Arrota pelintra

Há dias, um amigo franco-penicheiro, a cumprir as tradicionais férias de "Notre Dame de La Bonne Voyage", opinava:
- Em vinhos e cervejas ganhamos aos franceses, mas em águas com gás eles são imbatíveis. Lembraste da Perrier?
Perrier, quem é que pode esquecer a deliciosa perrier com wiskhy ou simples - a borbulhar pelo co(r)po?


quinta-feira, 24 de junho de 2010

Portuguese Flags

"give me papo-secos, give me cheese, that's what makes me Portuguese"

... o hino que devemos ensaiar nas próximas 24 horas;

... ou (mais) uma das razões que levam os nossos a emigrar com a bandeira no coração.


domingo, 16 de março de 2008

Filhos de Descobridores

“Por uma vida melhor” é o título da exposição de fotografia patente no Museu Colecção Berardo, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa (*). Nela se podem ver fotografias de Gérald Bloncourt sobre a emigração portuguesa para França, nos anos 50 e 60 do século passado. O autor, haitiano expulso do seu país ao tempo do regime de Duvalier, «permaneceu sempre sensível ao sofrimento do estrangeiro num país que não é o seu», segundo se pode ler na brochura de apresentação da exposição.
Não sendo uma exposição de intuitos puramente documentais e estéticos, deixa bem patente a imensa dignidade dos nossos conterrâneos em condições tão adversas: no meio da precaridade (como hoje se diz) o emigrante luso oferecia o seu trabalho, era disciplinado e empenhado na sua tarefa, procurando integrar-se na sociedade cujos valores admirava.
É uma exposição única, com fotografias da força, da miséria, da vontade de ir mais longe ou de escapar a uma pobreza... a uma ditadura, e que não nos deixam indiferentes.
Razões mais que suficientes a justificarem uma visita.


De 18 de Fevereiro a 18 de Maio. (TODOS OS DIAS - ENTRADA GRATUITA)