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quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Futurologia musicada



No ano de 2525, se o homem ainda estiver vivo
Se a mulher pode sobreviver, eles podem encontrar-se

No ano de 3535
Não será preciso dizer a verdade, não digas mentiras
Tudo que pensas, fazes e dizes
Está na pílula que tomaste hoje

No ano de 4545
Não vais precisar dos teus dentes, não vais precisar dos teus olhos
Não vais encontrar nada para mastigar
Ninguém vai olhar para ti

No ano de 5555
Os teus braços pendurados flácidos ao lado do corpo
As tuas pernas não têm nada para fazer
Algumas máquinas fá-lo-ão por ti 

No ano de 6565
Não vais precisar de marido, não vais precisar de esposa
Vais escolher o teu filho e a tua filha também
Do fundo de um longo tubo de vidro

No ano 7510
Se Deus está vindo, Ele deve fazer isso até então
Talvez Ele olhe ao seu redor e diga
"Acho que é hora do Dia do Julgamento"

No ano 8510
Deus vai balançar sua cabeça poderosa
Ele dirá: "Estou satisfeito onde o homem esteve"
Ou derrubá-lo e começar de novo

No ano 9595
Estou pensando se o homem vai estar vivo
Ele pegou tudo que esta velha terra pode dar
E não lhe devolveu nada

Já se passaram dez mil anos, o homem chorou um bilhão de lágrimas
Por que, ele nunca soube, agora o reinado do homem acabou
Mas através da noite eterna, o piscar da luz das estrelas
Tão longe, talvez seja só ontem

sábado, 16 de março de 2019

Se calhar...

Peniche está no centro do país, equidistante de muitas das suas grandes zonas industriais - com razoáveis (facilmente tornados excelentes) vias/acessos mar e terra.
Já que, em oportunidades idas - por incúria, fraca ambição, forte concorrência concertada e falta de lobbiyng - não conseguimos O porto comercial que se justificava, se calhar, é tempo de tentar remediar o fatalismo histórico que assentou neste concelho geograficamente tão pequeno, mas enorme de potencialidades.
Se calhar, alguém, rapidamente e em força, deveria ir falar com a Governança - se calhar,  à ministra Ana Paula Vitorino - sobre a viabilidade de uma candidatura de Peniche ao Porto Seco, cujo conceito legal estará para ser publicado, conforme foi (aqui) tornado público.
Se calhar, chegou a hora de esquecer politiquices e unir esforços em torno de um projecto Peniche - este ou outro(s).
Se calhar, é tempo de, uma vez por todas, saber quem são os verdadeiros AMIGOS de PENICHE. 


domingo, 28 de janeiro de 2018

Megalomanias à Penicheira

A crer nas noticias publicadas, em sede de Assembleia Municipal terá sido recentemente "falada" a possibilidade da construção de um novo edifício dos Paços do Concelho de Peniche. E, a crer no que as personalidades que se declararam favoráveis, nomeadamente, os presidentes da Assembleia e Câmara Municipais, poderá vir a existir até alguma unanimidade entre (pelo menos) duas das principais forças do actual panorama autárquico.
Ora bem: sem querer retirar importância às razões físicas que possam desculpabilizar alguma disfuncionalidade administrativa do município - por demais sentida por funcionários e, principalmente, por munícipes - será assim tão urgente priorizar este projecto que (pela surdina presidencial) alocará, nunca menos de, três milhões de euros da tesouraria autárquica?
Bastará para o futuro de Peniche a solução (pelo Estado) do problema Fortaleza, a conclusão das obras do Fosso das Muralhas e Biblioteca Municipal, a resolução do dossier Habitação do Bº Calvário, limpar e maquilhar a cidade e o restante concelho?
Quando é que (todos) os nossos autarcas se dignarão estudar, projectar e executar as soluções que libertem este concelho das suas dependências histórico/tradicionais e sazonais?
Será mais importante investir três(...) milhões de €uros em megalomanias extemporâneas ou, por exemplo, entre outras ideias, na redefinição urbanística da Zona Industrial da Prageira, na infra-estruturação da ZI Vale do Grou ou na viabilização ambiental para o aproveitamento turístico (*) da zona sul de praia (entre o molhe leste e a Consolação) - por forma a tornar o concelho muito mais atractivo ao médio/grande investimento - industrial e turístico?
É tempo de Peniche optar por Planos Directores Municipais e respectivos Pormenores que, sustentadamente, transformem esta terra de soluções "pronto a vestir" num concelho de futuro pensado e planificado em benefício, também, das comunidades locais.
Só assim será possível não nos sentirmos insatisfeitos (quase frustrados) quando visitamos qualquer cidade/vila à beira-mar e a comparamos com o que temos deixado fazerem à nossa terra.
____________
(*) - Como, p.e., entre Caxinas e Vila do Conde  


 

domingo, 12 de abril de 2015

O que será de NÓS?

Se já hoje não é raro assistir publicamente à "dependência ipho/smartphonica " de muitos grupos de amigos e famílias, a recente publicidade da operadora NOS leva-nos a antecipar como (até) o futuro das relações pessoais será cada vez mais regido pela tecnologia.  
Crianças com amigos robôs, adolescentes com amizades electrónicas, jovens com relacionamentos virtuais, adultos vivendo em modo tecno-colorido. E até os velhos como eu, no futuro, terão um cão robotizado para levar a passear... e só isso mesmo, porque estes cães do futuro (espera-se) deverão estar programados para não dejectarem, evitando o actual e vergonhoso emerdanço dos caminhos e passeios utilizados pelos humanos.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Afinal há luzes para o túnel




Este é o meu homem de sucesso.


A sua criatividade, no presente, fê-lo vencedor.


A sua motivação, no futuro, confirmá-lo-á.






(Revista DOMINGO/CManhã 28/11/2010)

sábado, 18 de setembro de 2010

Futuro

O que nos espera e o que será desejável para o futuro da Humanidade.

De uma forma simples de perceber. Tão simples, que até nos faz desconfiar (mais ainda) dos verdadeiros propósitos de quem manda e pode neste mundo.

(SUBTITLES: legendar Portuguese)

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Megalomania ?

Numa conferência de imprensa realizada no passado dia 12, Gonçalves Sapinho - presidente da Câmara Municipal de Alcobaça - falou sozinho, assumindo plena responsabilidade pelas suas propostas. A novidade desta conferência de imprensa é a mudança, “de armas e bagagens” da Câmara Municipal para o Mosteiro, o que “seria a grande solução para a manutenção, para a circulação de pessoas e para a permanente animação da zona histórica” da cidade. A instalação da autarquia não iria, garante Sapinho, comprometer nem a arquitectura, nem o espírito ali existente, e o espaço ocupado pelos vários serviços estaria aberto a todos. (in:oesteonline)
Ora aqui está uma boa solução para a Fortaleza de Peniche. Uma vez que, tudo quanto se imaginou/projectou para aquele espaço, não tem passado, nem, seguramente, vai passar disso mesmo - restando apenas o aproveitamento precário de alguns espaços, nomeadamente, com museologia de fraca qualidade - centralizar na Fortaleza todos os serviços públicos relativos à sede do concelho e compatibilizar o respeito devido à sua história com outro tipo de intenções cívicas e culturais, parece-me uma ideia interessante, talvez megalómana, mas que poderia mudar a face deste monumento tão penichense e, ao mesmo tempo, tão arredado dos penicheiros.
Provávelmente
, a maior oposição virá de áreas ou movimentos para quem o passado há-de ser sempre o único modo de conjugar o futuro - como se assistiu com as críticas (inter-pares) a uma recente hipótese de viabilidade para a Fortaleza.
Possívelmente, esta ideia já terá sido lançada por um ou outro "insano" noutros terreiros.Não faz mal !
Na minha opinião, são cada vez mais questionáveis os resultados da pequenez das opções e estratégias seguidas por quem tem governado esta terra: de perto e de longe. Basta lembrar as zonas industriais do Abalo, da Prageira e Vale do Grou, o porto de pesca - com as suas sucessivas adaptações a classificações mais ou menos pomposas - o estádio de futebol, a futura marina e fosso das muralhas, o PDM, as REN's e as RAN's; enfim, se calhar, poder-se-ia ter ido mais além e mais exigente.
Por cá, essa visão sempre pecou por mediana (para ser generoso) exceptuando o Arqº Paulino Montez. Por isso, honra lhe seja feita. Então continuemos, mesmo correndo o risco de roçar a megalomania. Pode ser que, daqui a 10, 20 ou 30 anos, o pecado esteja expiado.
Amén !