Não acho que o desempenho de altos cargos públicos obrigue à contratação de eunucos; mas daí ao "isentar transparências" (como se não conhecêssemos as teias por onde se movem (e enredam))...
Ó Júlio César, dois mil anos passados e a tua mulher insiste?
Para concluir a maré de condecorações absurdas com que Cavaco Silva acaba o seu mandato, na mais clara demonstração do que foi sempre a sua profunda incompreensão da natureza do regime democrático, deveria condecorar-se a si próprio, agraciando-se pelo trágico legado ideológico deixado ao país.
A petição pública mais recente propõe ao presidente Cavaco Silva que condecore Pedro Passos Coelho com uma ordem honorífica a condizer com os serviços prestados aos país:
- A Grande Cruz que os Portugueses Carregaram às Costas!
Esta noite sonhei que tinha morrido. Na guerra. Houve choro e cantar dorido cá na terra. Mais tarde veio a medalha, com honra canalha e direito a escrito mural. No Memorial. Agora, desperto do sonho de morte, sinto alívio e beijo a sorte de ter ido à guerra e voltado: em pé. Não deitado!
A cada hora que corre para o dia passar a contar mais um no mês que falta para o ano acabar, são cada vez mais conclusivos os sinais da "crise de virtudes" por que passa o Mundo e onde, infelizmente, Portugal parece querer evidenciar-se.
Por cá, as notícias do momento denunciam, invariávelmente e com maior ou menor credibilidade, casos em que a Honestidade, a Humildade e a Justiça saem feridas de morte: onde o Poder (com tudo o que significa) parece privilegiar os poderosos e em que o Público e o Privado se promiscuem de uma forma quase ofensiva para a nossa inteligência. A voracidade é tal, que, tanto os mais céticos, como os mais fieis acólitos do neo corporativismo nacional, começam a questionar o(s) timoneiro(s). Por enquanto... O rumo, será a próxima questão !
"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto." Ruy Barbosa