Mostrar mensagens com a etiqueta Políticos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Políticos. Mostrar todas as mensagens

domingo, 30 de agosto de 2020

Os EUCALIPTOmens

Há homens que, pelas suas características comportamentais junto da Sociedade, nos levam a compará-los com o eucalipto - por ser uma espécie que se destaca por secar tudo à sua volta.
Sendo indivíduos, por regra, com assinalável facilidade de expressão e  relacionamento, delicados e que, geralmente, conhecem muito bem o ambiente e o seu auditório
 a quem, com simplicidade, transmitem as suas ideias, recorrendo a frases feitas e narrativas exaustivamente multiplicadas.
Rodeiam-se de correlegionários, de obediência inquestionável, a quem, pontualmente, atribuem uma aparente liberdade de discussão - sempre encerrada com a sua razão - exortada pela sua eucaliptal voz dominante.
Dispõem dos "fiéis” como peças (brancas e/ou pretas) pelos vários tabuleiros do xadrez em que jogam, sempre atentos às jogadas que os ofusquem e retirem do centro das atenções; assim controlando as diversas organizações do seu ambiente
De enganos raros - porque do lado certo(...) estão sempre atentos a veleidades ou movimentações que suscitem o aparecimento da diversidade,  inventam  sempre as desculpas e os responsáveis pelas eventuais promessas incumpridas – chegando a viciar factos para tentarem criar a ilusão de que tudo está bem no ambiente que os envolve.
Mesmo que o deserto avance, obstando ao desenvolvimento renovado de causas e comportamentos.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Chiquelinas e cornadas

A consideração do ser humano como o valor central da Existência, com base na razão, na ética e na justiça social - sempre respeitando multiplicidades - deveria ser, no meu entendimento, a nossa maior militância.
Assim, pela vida fora, vamos preferindo pessoas e grupos a que, pelos objectivos professados, mais e  (supostamente) melhor fará sentido juntar ideias, voz e confiança política.
Nunca é uma relação fácil, claro! Mas em nenhum momento irreparável, obrigatória, indissolúvel.
Tudo isto para querer tentar explicar a mim mesmo a perplexidade causada pela actuação maioritária dos deputados do PS na Assembleia da República na votação a favor da redução do IVA (6%) para Touradas, claramente seduzidos pelo paladino da cultura marialva que, como muito bem disse Vital Moreira,  ainda hoje "invoca a tradição para defesa de instintos e sentimentos cujo desenvolvimento humano tornou intoleráveis".
Como se não chegasse este benefício fiscal ao sadismo, quando como pago IVA a 13%, quando bebo pago IVA a 23%, quando compro protectores solares, suplementos vitamínicos, etc. pago IVA a 23%, quando consumo gás, electricidade e combustíveis pago IVA a 23% ou quando faço telefonemas de fins solidários pago IVA a 23%. Enfim... não consigo explicar(-me). 
Se calhar tenho de rever algumas das minhas preferências! 


terça-feira, 6 de março de 2018

The pink side of power

"O orgulho é a consciência (certa ou errada) do nosso próprio mérito, a vaidade, a consciência (certa ou errada) da evidência do nosso próprio mérito para os outros. 
Um homem pode ser orgulhoso sem ser vaidoso, pode ser ambas as coisas, vaidoso e orgulhoso, pode ser — pois tal é a natureza humana — vaidoso sem ser orgulhoso.
É difícil à primeira vista compreender como podemos ter consciência da evidência do nosso mérito para os outros, sem a consciência do nosso próprio mérito. Se a natureza humana fosse racional, não haveria explicação alguma. Contudo, o homem vive a princípio uma vida exterior, e mais tarde uma interior; a noção de efeito precede, na evolução da mente, a noção de causa interior desse mesmo efeito. 
O homem prefere ser exaltado por aquilo que não é, a ser tido em menor conta por aquilo que é. É a vaidade em acção".
(Fernando Pessoa, in "Da Literatura Europeia" )

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

A nova vida de Pedro Coelho

 "...não saio “frustrado” com o final da(s) minha(s) liderança(s) e “não vou andar por aí”, (...) vou “tratar da minha vida”, (...) "tenho 53 anos e tenho muita coisa para fazer." (Pedro Passos Coelho in Expresso 13/01/2018)

 Se, apesar de tudo, os homens não conseguem fazer com que a (sua) história tenha significado, eles podem sempre agir de uma maneira que faça suas vidas terem um.” (Albert Camus)



terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Regabofes públicos

Apesar de subscritor em primeira linha da indignação que merecem o nepotismo e peculato revelados pelo caso Raríssimas, acredito que o alvo maior desta reportagem Ana Leal/TVI terá objectivos políticos, claramente bem definidos, como deixa transparecer a insistência jornalística na colagem ao processo de um ministro, um secretário de Estado e uma deputada...
Avançando.
A ideia que, com estas evidências, vai germinando é a da impunidade por que passa todo o regabofe da gestão da coisa pública.
À medida que, por objectivos políticos ou não, esse regabofe se vai tornando visível, a indignação contra a classe política vai emocionando o país, principalmente aquele Portugal dos descendentes da República nascida em Outubro de 1910 e reforçada em Abril de 1974.
Porque, acabar com a farta vilanagem de reis, marqueses, condes e viscondes, e verificar que essa hegemonia passou para as famílias politicamente reunidas em torno de "aventais", "cruzes" ou artefactos de simbologia partidária, é angustiante.
_____________

Curiosamente, chegado a este ponto final, reparo na minha televisão que a deputada Clara Marques Mendes comenta o eventual envolvimento (no caso) da deputada Sónia Fertuzinhos e seu marido, o ministro Vieira da Silva, bem como a tomada de posse da nova secretária de Estado da Saúde, Rosa Matos Zorrinho (esposa de Carlos Zorrinho - eurodeputado socialista).
 

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

O(s) Risota(s)

Depois de dois anos de árduas lutas internas (contra Cavacos, Coelhos, Cristas, Teodoras & Cª., Lda) e externas (Eurogrupo, OCDE e FMI), Mário Centeno, depois de ter provado na prática as suas teorias sobre Finanças Públicas, viu   hoje premiada a sua persistência ao ser eleito presidente do Eurogrupo.
Simbolicamente, a UE confia assim ao ministro das Finanças português a responsabilidade de, há semelhança do que iniciou em Portugal, colocar o Ponto Final na austeridade - "a receita errada, parcial e incompleta".

Esperemos (com muita fé).
 

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Novidades, novidades... onde?

Já somos suficientemente crescidinhos para admitir a importância do poder económico nas "democracias" - numas mais que noutras, é certo!
Mas mesmo que esteja consensualizada a sua gestão por políticos profissionais, não me parece muito decente que
, na Assembleia da República, maiorias (ainda) do tempo da moeda/escudo feudal, propositadamente, baralhem riqueza com grandeza e, em jeito de epitáfio Bilderberguiano, confundam vassalagem com homenagem a um dos portugueses (4º) mais ricos do país (e daqui não avanço mais, pelo respeito que acho devido a quem falece).
__________

A despropósito, ou talvez não, aqui deixo ficar uma animação que, sem muito esforço, ilustra bem quem fica Feliz com a felicidade oferecida às maiorias consumidoras...





       

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

F*dsss que dá choque!

É por causa destas merdas que desconfiaremos sempre das excepções legislativas, da  bondade do Estado e, sempre, sempre, sempre, dos políticos.



quarta-feira, 3 de maio de 2017

Ménages à trois

Dedicado às três candidaturas partidárias à Câmara Municipal de Peniche, arquitectadas (ou montadas) em modo politicamente correcto, agradáveis à vista, ao "sentimento", quiçá às emoções. E, talvez por isso, as mais consistentes e esperançosas (I'm sorry...)
Resta saber da sua funcionalidade futura...




    "C'est la vie" say the old folks:
                                    It goes to show you never can tell"



terça-feira, 21 de março de 2017

Putas e vinho verde

A polémica que hoje foi lançada pelo presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, sobre a forma viciosa de gastarmos o dinheiro (dos outros...):em putas e vinho verde, tolheu toda a minha capacidade de blogar em prol da poesia e/ou das árvores, cuja efeméride hoje deveria celebrar. 
Não que o sacana não tenha razão sobre o desbarato que o dinheiro tem sofrido em Portugal. Mas quem protagonizou os maiores orgasmos financeiros foram uma dúzia de comendadores-azeiteiros que, durante anos e anos, se acharam (e, pelos vistos, foram) donos disto tudo e que, hoje, enchem os tribunais com megaprocessos predestinados a parir miniculpas, à boa maneira desta república da sem vergonha.
Os outros, onde eu me incluo, de gajas e bebida só se fôr como aquela história do fulano que pela manhã, todo nu, olhava-se no espelho, afagava o sexo, bebia um copo de água e dizia para si próprio:

- As mulheres e a bebida dão cabo de mim! 

sábado, 11 de fevereiro de 2017

(in)Transparências



Não acho que o desempenho de altos cargos públicos obrigue à contratação de eunucos; mas daí ao "isentar transparências" (como se não conhecêssemos as teias por onde se movem (e enredam))...










Ó Júlio César, dois mil anos passados e a tua mulher insiste?


quinta-feira, 6 de outubro de 2016

O missionário do século XXI

Apesar das contra-manobras de última hora, apoiadas pelos habituais portugueses manhosos a que se juntaram, nada mais nada menos, que Ângela Merkel e Claude Juncker, António Guterres foi eleito por aclamação secretário geral da ONU. 
Esperemos que este resultado, que honra o candidato e os seus promotores, sirva de lição aos lideres da contrafacção política europeia e que estes tenham aprendido que os truques sabujos com que tentam dominar a União Europeia nem sempre resultam...



sábado, 16 de julho de 2016

O suplente




A diferença, aliás GRANDE, entre o suplente Passos Coelho e o suplente Quaresma está no estilo.

Pedro tinha estilo mas faltou-lhe sempre o resto quando foi a jogo, Ricardo... é o que se sabe!   







sexta-feira, 8 de julho de 2016

O cherne da questão

O presidente da República acha que a recente nomeação do senhor José Manuel Durão Barroso para chairman da Goldman Sachs significa o "atingir o topo da vida empresarial".
Acha ele, claro. E bem! Porque, assim, esclarece definitivamente a nação sobre o seu conceito de ser político.
E se o PR acha que os trinta anos de actividade política do camarada e amigo Zé Manel deve ser considerada com actividade empresarial... por mim está tudo dito!
Resta-me a (dolorosa) obrigação de aqui deixar os meus parabéns ao presidente Marcelo pela coragem demonstrada em, na qualidade de político no activo, ao fim de quarenta e um anos de democracia neste país, ser o primeiro a contribuir com esta equiparação no léxico da política portuguesa.
Obrigado, senhor Presidente!  


terça-feira, 7 de junho de 2016

Ir ou não ir ao mar e perder o lugar

Qualquer cidadão "fora da caixa" terá achado esta intervenção como uma das mais importantes mensagens deixadas ao 21º Congresso do PS.
Eu, apesar de nunca mais perceber a ganância militante de ganhar eleições por ganhar - especialmente quando se tratam de Autárquicas (onde os projectos políticos de interesse local se deviam sobrepor ao querer nacional) - até dei de barato esse vício deste camarada.
Eis senão quando me decidi procurar perceber quem era, afinal, esta voz, ao mesmo tempo, melodiosamente socialista, mas tão crítica da geringonça.
Pois, pois... 




terça-feira, 24 de maio de 2016

O onze dos milhões

Feita a convocatória de Fernando Santos para a constituição da Selecção Nacional de futebol para o Europeu 2016 em França, relevadas que estarão as inexplicabilidades do costume, resta-nos aceitar a decisão do seleccionador e, à semelhança das outras competições deste nível, escolher o nickname (alcunha) para a equipa de (11) portugueses que, certamente, tudo fará para alegrar os seus (11 milhões) compatriotas.
Dos inesquecíveis magriços do Mundial/1966, aos fracassados navegadores do Mundial/2010, passando pelas sempre grandes promessas goradas dos Europeus: patrícios/1984, lusitanos/1996 e viriatos/2008, há que concentrar numa única palavra todo o potencial desta selecção, o querer dos seus jogadores, e, claro, um pouco do habitual místicismo à portuguesa.
Andava eu nesta cogitação quando, de repente, me ocorreu o bem português: MANGUITO - "gesto realizado com os dois braços, cruzando-se um sobre o outro, mantendo-se um deles na vertical, e que serve para ofender alguém" (in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa).

Olha que bem! 
E que equipa de bem sucedidos!
Se bem pensei, melhor o fiz e aqui proponho, just because...