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sexta-feira, 25 de março de 2016

Arrasas de coisa nenhuma


Há pouco, ao passar por estas fotos, lembrei-me de que eu ainda sou do tempo em que havia peixe em Peniche, havia barcos de pesca em Peniche, havia "vida" em Peniche.
Hoje, é certo, Peniche continua a ter alguns barcos, algum peixe e alguma "vida". 
Mas não é a mesma.
Naquele tempo havia sardinhas, carapaus, cavalas e chicharros (para não falar no saudoso marisco e peixe grosso) em tal quantidade que "arrasavam". Não sendo estranho, portanto, uma "arrasa" de sardinha ou de "charro". Espécies cuja pescaria resultava numa maré tamanha de quantidades - nem sempre de rendimentos.
Outras gentes, outras vidas, nada, nada invejáveis pela sua dureza e (des)compensações; apenas o tempo, aquele tempo de abundância, me traz saudades - do mar e das marés que contribuíram para a identidade desta terra, o que, aos poucos, vem perdendo, fruto da descaracterização a que a cegueira da modernidade duvidosa a tem levado.  



domingo, 6 de julho de 2014

Peniche - partilhar e subscrever

"Peniche, pesca em dois tempos - uma homenagem à minha terra, suas gentes, bem como, a todos os pescadores que, com extrema bravura e ao longo dos tempos, fizeram desta cidade aquilo que ela é hoje. Embora, amarguradamente, constate que não tivemos coragem nem inteligência para dar um caminho mais feliz a esta nobre arte, cada vez mais decadente". (Ruy Granada - 12/2010)


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Ai ribolé, oh leva leva lé !!! *


*(Cantilena de pescadores) 
     Mesmo depois de rever a história sobre a pesca em Peniche, contada no programa Perdidos e Achados que a SIC transmitiu no seu horário nobre de sábado passado, continuo com aquela insatisfação com que, normalmente, ficamos depois de vermos um filme resultante da adaptação de um qualquer livro que já tenhamos lido.
     Ou seja, persiste a estranha sensação de que o guionista desta peça televisiva  deveria ter sido mais fiel à verdade histórica de um momento tão particular da  pesca e do movimento cooperativo penicheiro.
      Para além dos testemunhos deixados por alguns intervenientes neste processo da pesca penicheira, percebo que AJCorreia, como presidente da Câmara Municipal e habitual actor das representações televisivas que a Peniche digam respeito, fosse convidado a uma viagem ao seu passado para falar (...) sobre o assunto.
     Porém, (e seguindo, apenas, as contas da reportagem: 14 traineiras existentes com 20 tripulantes cada) de duzentos e oitenta pescadores/cooperantes, a jornalista contentou-se em ouvir a opinião de um deles, quando ainda haverá por cá dezenas de outros testemunhos disponíveis (digo eu), para não falar das associações de armadores e sindicato dos pescadores,  
     É em casos como o desta reportagem, que certos argumentistas da nossa história local deveriam ter vergonha na cara, em vez de esfregarem as mãos de contentamento celebrando que: "saiu melhor que a encomenda" !!!  

sábado, 17 de maio de 2008

FDSEMANA

Malta, este sábado é o início do fdsemana (não faz parte do novo acordo ortográfico, é mania), e, se não se quizerem encafuar num museu – como hoje/amanhã é politicamente correcto, se não vos apetecer dar uma voltinha ao Parque Desportivo dos Pocinhos (já que andam para aí com umas dúvidas de merda para lhe dar nome, fica assim; como era dantes) e se não houver nenhuma cerimónia cá no burgo, preparada para o “brilho”, seus emplastros e bufaria anexa, então, aproveitem a maré: mergulhem a negaça e deitem cá para fora as amarguras (quem as tiver, claro !) da vida.

Vejam e aprendam como faz o “ti Viola”.

Depois experimentem a sensação de voltar aos passatempos dos “putos de antigamente” !