sábado, 12 de outubro de 2019

Às vezes dói

Como ontem aqui subscrevi a "carta aberta escrita para a Tribuna Expresso" que gerou grande controvérsia nas redes sociais e junto dos visados, hoje também aqui deixo o comentário que RAP (Ricardo Araújo Pereira) entendeu tecer sobre as críticas e críticos à sua (e minha) co-subscrição .
Acho que RAP, por vezes, não convive muito bem com as críticas ao seu trabalho
(como nesta peça é visível) e admiro a excelência da sua (e dos seus colaboradores) memória, mas, desta vez, RAP ficou aquém da sua habitual procura de isenção de sentimentos politico-desportivos, deixando-o perceber pelo exagero do tom acintoso com que premiou os seus críticos.
Sempre respeitando as alternativas, acho bem ser-se de Esquerda e benfiquista, mas, sendo-o, não terá que se ser obrigatóriamente comunista e/ou indefectível da SAD/LFVieira.
Mas, desta vez, Ricardo, exageraste. E assim, como dizes no vídeo, "doeu... doeu tanto"!

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

SUBSCREVO

Fotomontagem que fiz com base na "carta aberta escrita para a Tribuna Expresso e dirigida à direcção do clube da Luz e que é sobre alguém que chegou ao Parlamento e que é "conhecido apenas e só por ser do Benfica"

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Dá cá, toma lá

Dantes, nos tempos da "liberdade" salazarenta, as opiniões díspares tinham de ser entrelinhadas ou embrulhadas no espesso papel manteiga da época para consumo em local secreto.
Hoje, felizmente, não é assim; no entanto ainda se nota que há gente - culta, educada, do tipo nada consta em desabono - que, politicamente falando, parece preferir o comodismo da critica fácil, ao exercício do mais elementar acto de cidadania: que em Democracia se chama votar, argumentando egoisticamente:  "Ah e tal... não sustento isto e aquilo, o sistema está viciado, prefiro ficar em casa a desfrutar a boa vida, etc., etc..."!
Se é pena que esta argumentação possa fazer fé junto dos menos esclarecidos, mais lamentável se torna quando leva cidadãos de formação acima da média, tendencialmente mais altruístas, a fazer abstenção num acto de tamanha importância colectiva como o do passado dia 6.
A verdade é que 45,5% dos eleitores inscritos abstiveram-se, constituindo assim o grupo (4.250.000 pessoas) mais significativo das Legislativas/2019, que, hipoteticamente, teria a quase maioria de deputados na futura Assembleia da República.
Perante a crescente radicalização deste panorama, será tempo de o Sistema olhar para dentro de si próprio e, à semelhança de muitos outros países, trocar a autonomia, o civismo e a liberdade do actual sistema de voto, por um sistema de voto obrigatório que penalizará os não votantes; por exemplo, no princípio básico de "dá cá, toma lá", ou seja: votaste... és cidadão merecedor dos benefícios do Estado
(saúde, educação, assistência social e judiciária, etc.); não votaste... paciência, votasses!
Não parece muito democrático, pois não? Mas, infelizmente, se calhar, é o futuro tema que, hipocritamente, esperam os tais comodistas e os seus franco-atiradores para desabar impropérios sobre Abril/74.  

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Viva o nudismo!

"Um dia a Mentira encontrou a Verdade e disse-lhe:
- Bom dia, dona Verdade!
E a Verdade foi conferir se realmente era um bom dia: olhou para o céu, não viu nuvens de chuva, não sentiu vento e notou que até havia pássaros a cantar. Então, admitindo que aquele seria um bom dia, respondeu para a Mentira:
- Bom dia, dona Mentira!
- Está muito calor hoje, disse a Mentira.
E a Verdade vendo que a Mentira falava a verdade, relaxou.
A Mentira então convidou-a para se banhar no rio. Despiu as suas vestes, saltou para a água e disse: 
-Venha dona Verdade, a água está uma delícia! 
E assim que a Verdade, sem duvidar da Mentira, se despiu e mergulhou, a Mentira saiu da água vestiu-se com as roupas da Verdade e foi embora. 
A Verdade por sua vez recusou a vestir-se com as vestes da Mentira e, por não ter do que se envergonhar, saiu nua, caminhando rua fora. 
E assim, desde então, esta é a razão por que, aos olhos de muita gente, é sempre mais fácil aceitar a Mentira vestida de Verdade do que a Verdade nua e crua”. 
(Parábola judaica)

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

A comparar é que a gente se entende

Há poucos dias visitei uma das muitas praias situadas (bem) a norte de Peniche e, finalmente, pude confirmar uma teoria que venho desenvolvendo há alguns anos; em praias Bandeira Azul de razoáveis dimensões - como as que estão definidas em Peniche - é possível :
- existirem zonas de banho marcadas com (quatro ou cinco vezes) mais do que os "nossos" habituais 30/40 metros, independentemente do tamanho da maré ou do estado do mar e apenas frequentadas por banhistas - os surfistas apenas e só utilizam as zonas disponíveis fora das demarcações;
- disponibilizar wcs para mais do que uma pessoa em simultâneo;
- dispor de chuveiros facilmente acessíveis;
- ter lava-pés à(s) saída(s) da praia;
- proibir, de facto, a entrada e permanência de cães.
É claro que estas constatações apenas me serviram para (re)suscitar os lobbies que dominam a balbúrdia da orla costeira do concelho de Peniche e as incapacidades(...) que, alegadamente, costumam justificar a inacção a quem competirá fazer cumprir leis, editais e posturas. Nada a que não estejamos habituados, portanto!
   

domingo, 15 de setembro de 2019

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

"Os homens deviam ser o que parecem ou pelo menos não parecessem o que não são."

Hoje, a esta hora, segundo consta do programa da Cimeira dos G7 em Biarritz, estará a iniciar-se a sessão de trabalho sobre "o clima, biodiversidade e oceanos" onde, os representantes das "sete economias mais avançadas do mundo (in FMI)" discutirão o tema da actualidade, ou seja,  a crise amazónica que ameaça ser o "final countdown" para o holocausto ambiental da Terra e, consequentemente, o começo do fim da espécie humana.
Naturalmente, as críticas e culpabilizações visarão agentes externos ao G7, bem como as promessas de maior empenhamento em medidas de salvação mundial terão a assinatura dos sete "trumpetistas" - uns menos hipócritas que outros, mas todos eles sempre mais preocupados com as suas economias e clientelas do que com os seus efeitos no meio ambiente.
O facto de não apreciar bíblias ditatoriais, não me impede de ilustrar este post com um discurso proferido em 1992 por Fidel Castro, antecipando tudo o que hoje se vem tornando evidente, ao mesmo que desafiava: "Paguese la Deuda Ecológica mas no la Deuda Externa".
Shakespeare tinha razão! ("Os homens deviam ser o que parecem ou pelo menos não parecessem o que não são")