Por isso, seria bom que atentássemos às mensagens e mensageiros do revanchismo salazarento que, todos os dias, aproveitando a liberdade que tanto contestam, nos cheg@m por todas as formas comunicativas.
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Tenho tanto sentimento
Que é frequente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.
Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.
Qual porém é verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.
Ah pois!!! (obrigado ao psd por lançar a discussão).
Se
LOUISE GLÜCK, poetisa e ensaísta norte-americana, ganhou hoje o Prémio Nobel da Literatura. Nasceu a 22 de Abril de 1943, em Nova Iorque, neta, pelo lado paterno, de judeus húngaros. Apesar de praticamente desconhecida em Portugal, encontram-se três poemas seus em bit.ly/34Eo7vs, dois, traduzidos por Rui Pires Cabral e publicados, em 2009, na revista “Telhados de Vidro” nº. 12, da Editora Averno, e outro, “mudado para português“, por Francisco José Craveiro de Carvalho.