segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Opções (de vida e não só)

Sábado passado, em grupo de amigos, resolvemos festejar a transferência de Caixas do Vitor e do João.
E como é que isto se fez? Simples: os (ex)colegas  fecharam-lhes o livro de ponto da Caixa Geral de Depósito e os amigos brindaram a sua domiciliação na Caixa Geral de Aposentações.
É complicado isto? Não. Nestas organizações, o que para trás ficou é que pode ter sido complicado, injusto, doloroso algumas vezes - e isso foi ali recordado e relevado, como o é sempre que deixamos de...
Ora bem, esta intimidade pouco ou nenhum sentido aqui teria hoje se o "discurso oficial da noite" não tivesse optado por distinguir festa de despedida (como nós costumamos de chamar a estes eventos) de festa de homenagem (como parece ser mais do gosto da governança Caixa).
Dizia o ilustre orador (naturalmente convicto da bondade das suas palavras): "na Caixa não há despedidas, o que há são homenagens". 
Aqui soaram-me as campaínhas... fosse do "branco palha-canas" a borbulhar com o champanhe do brinde, ou efeito dos 5 graus que regelavam os aquecedores na sala, a verdade é que logo pensei: "o Vara que o diga!".
E, se assim pensei, assim o digo; aliás, escrevo.

Hip, hip, hip hurraaaaaa ao Vivi e ao Pinto !!!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Domingo: dia de tomar banho e

... ir à missa (como uma do padre Shankar - de homilias bem menos fastidiosas, repetidas e preconceituosas, do que as desactualizadas prelecções conservadoras que ainda se ouvem por tantas das nossas casas de culto):

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Passar além do Bojador

Depois de ter assistido à excelente performance de Tiago Pitta e Cunha (consultor da presidência da República) sobre o mar e Portugal fiquei mais optimista sobre o nosso futuro enquanto nação.
Esperançoso, não pela forma como ele vê, fala e defende o mar português, antes, porque aquele homem mostrou como se deve dizer e provar o que se pensa e sabe. De tal modo que, aposto, será capaz de dar a vida pelo desígnio que defende.
Portugal está falido, os portugueses insolventes. Pessoa já o adivinhava no seu "Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal". Por isso acredito, mesmo correndo o risco do nosso eterno sebastianismo baralhar as contas, que o futuro será o mar. O mar português.
Assim o queiramos todos nós.
Então, se este homem do Presidente sabe o que quer, aproveite-se a triologia: "um presidente, um governo, uma maioria" e... mãos à obra!

"Deus ao mar o perigo e o abismo deu, 
Mas nele é que espelhou o céu."
F. Pessoa

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Quando os dias se tornam azedos

Por nunca concordar com os princípios da dependência cega, passei como cão por vinha vindimada pela actividade sindical porque, quer como membro de comissão de trabalhadores, quer como delegado sindical, não disponibilizei o meu braço uma vez que fosse na votação do que me parecesse encomendado, não discutido ou de contornos extra laborais.
Naturalmente, também por isso, sempre tive muita dificuldade em ver a CGTP-IN outra coisa que não fosse um instrumento de acção estratégica do Partido Comunista Português. 
E, confesso, Manuel Carvalho da Silva pagou por tabela até ao momento em que, propositadamente ou não, começou a ser visível a sua insubordinação contra a ortodoxia do comité central comunista.
Então, passei a dar mais atenção às suas intervenções sobre o mundo do trabalho, não só numa perspectiva política (e ainda partidária) mas denotando fortes preocupações sociais e até económicas.
Foi esse cidadão preocupado com o seu país e com as suas gentes mais desfavorecidas que encerrou 35 anos de actividade sindical há três dias atrás com a promessa de não deixar a actividade cívica. Vai andar por aí...
Não sei porquê, mas tenho um palpite que ainda vamos ouvir falar muito deste Manuel Carvalho (Lula?) da Silva!