sexta-feira, 20 de setembro de 2019

A comparar é que a gente se entende

Há poucos dias visitei uma das muitas praias situadas (bem) a norte de Peniche e, finalmente, pude confirmar uma teoria que venho desenvolvendo há alguns anos; em praias Bandeira Azul de razoáveis dimensões - como as que estão definidas em Peniche - é possível :
- existirem zonas de banho marcadas com (quatro ou cinco vezes) mais do que os "nossos" habituais 30/40 metros, independentemente do tamanho da maré ou do estado do mar e apenas frequentadas por banhistas - os surfistas apenas e só utilizam as zonas disponíveis fora das demarcações;
- disponibilizar wcpara mais do que uma pessoa em simultâneo;
- dispor de chuveiros facilmente acessíveis;
- ter lava-pés à(s) saída(s) da praia;
- proibir, de facto, a entrada e permanência de cães.
É claro que estas constatações apenas me serviram para (re)suscitar os lobbies que dominam a balbúrdia da orla costeira do concelho de Peniche e as incapacidades(...) que, alegadamente, costumam justificar a inacção a quem competirá fazer cumprir leis, editais e posturas. Nada a que não estejamos habituados, portanto!
   

domingo, 15 de setembro de 2019

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

"Os homens deviam ser o que parecem ou pelo menos não parecessem o que não são."

Hoje, a esta hora, segundo consta do programa da Cimeira dos G7 em Biarritz, estará a iniciar-se a sessão de trabalho sobre "o clima, biodiversidade e oceanos" onde, os representantes das "sete economias mais avançadas do mundo (in FMI)" discutirão o tema da actualidade, ou seja,  crise amazónica que ameaça ser o "final countdown" para o holocausto ambiental da Terra e, consequentemente, o começo do fim da espécie humana.
Naturalmente, as críticas e culpabilizações visarão agentes externos ao G7, bem como as promessas de maior empenhamento em medidas de salvação mundial terão a assinatura dos sete "trumpetistas" - uns menos hipócritas que outros, mas todos eles sempre mais preocupados com as suas economias e clientelas do que com os seus efeitos no meio ambiente.
O facto de não apreciar bíblias ditatoriais, não me impede de ilustrar este post com um discurso proferido em 1992 por Fidel Castro, antecipando tudo o que hoje se vem tornando evidente, ao mesmo que desafiava: "Paguese la Deuda Ecológica mas no la Deuda Externa".
Shakespeare tinha razão! ("Os homens deviam ser o que parecem ou pelo menos não parecessem o que não são")

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Zebras do Fialho

Eu sei, tu sabes, ele sabe, ou seja, todos nós sabemos que o maior saco roto que existe no município de Peniche é o pelouro do trânsito - tão raras são as queixas, esclarecimentos ou sugestões que mereçam atenção, resolução ou consideração.
Enquanto cidadão, não me considero um grande activista no que respeita à abordagem da temática "Trânsito em Peniche". Há-os muito mais veementes e importantes que eu. No entanto, tenho utilizado as diversas formas de contacto disponíveis para, essencialmente, alertar directa ou indirectamente quem de direito
(diga-se Freguesia de Ajuda e Câmara Municipal) sobre diversos pormenores que poderiam contribuir para mais segurança na circulação rodoviária e pedonal na cidade.
Por isso, e apesar de considerar a tarefa meio-quixotesca, hoje, deixo aqui uma pergunta/sugestão sobre a Avenida Monsenhor Manuel Bastos R. Sousa - no percurso da ex-recta do Fialho:
Será que os frequentadores e/ou visitantes da praia de Peniche-Cima, que utilizam a escadaria como acesso, não estariam mais seguros se aí próximo existisse uma passadeira de peões?
(Como, aliás, existe nas 1ª e 3ª escadarias).
O constante atravessamento de peões (irresponsáveis...) por zona desprotegida, mas desafiante, é um perigo eminente a merecer que o bom senso e atenção da autarquia atenuem os riscos de forma simples e rápida.
     

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Olh'o sol que há em mim

Comemorando o Dia Mundial da Fotografia, aqui fica a minha escolha das fotos em que, ao registá-las, mais me sinto próximo do sol.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Surfistas fatelas

Tinham recebido o voucher há dois meses como prenda de casamento. A oferta, apesar de um pouco comum, era desafiante, especialmente, para quem, vindo de Trás-os-Montes, frequentava praia e mar dez ou quinze dias por ano.
Organizaram-se, e na manhã do primeiro dia de Agosto aí estava o casalinho, João e Gena, na capital do surf, à porta do "Medão das Ratas - Surf School" apresentando o voucher que lhes dava direito a cinco lições/pessoa 
(já pagas) para a prática do mais famoso desporto de verão em Portugal.
O recepcionista da escola olhou para o voucher e de imediato comunicou-lhes não haver monitor português disponível para a semana em curso, o que lamentava.
Como as suas reclamações merecessem sempre resposta negativa, João e Gena  abandonaram o local, completamente fora de si.
A ira era tanta que, provavelmente, alimentou a ideia luminosa entretanto surgida: à tarde, logo a seguir ao almoço, João e Gena voltaram ao "Medão das Ratas", desta vez disfarçados - de calções e camisas estampadas, havaianas nos pés, óculos escuros e cabelos desgrenhados.
Instado pelo mesmo recepcionista ao que vinham, João, aparentando dificuldade em perceber a pergunta,  respondeu:
- Seni doland toggren pistiyo frozuc surf.
O recepcionista, completamente surdo ao idioma, retorquiu: "Do you speak english?"
- Yes, repondeu João.
- Ah, ok! Ó Zé Carlos, chega aqui que tenho dois camones de casa-do-c*r*l** para tu ensinares a surfar!

quinta-feira, 25 de julho de 2019

The 67th blues

À medida que a idade avança, aumenta o drama, não de ser velho, mas o de (ainda) nos sentirmos novos, ou o de muito querermos ser tão jovens na acção como ainda nos imaginamos.
Mas "ela" não perdoa, e todos os dias faz questão de se afirmar - ao espelho, num "ai" extemporâneo, num tremor inesperado, numa desmemória ou numa hesitação, em suma, numa qualquer indisposição que sempre procuramos desculpar(?) com a "puta da idade".
Seja como for, é-nos sempre grato, pelo menos uma vez por ano, passar um dia em que, apesar de acrescentarmos mais um número à vida, nos rodearmos do melhor que ela nos tem dado. E comigo tem sido pródiga nos amigos e, principalmente, na família - a maior razão de continuar a querer não ser velho, ou, como disse Vergílio Ferreira: "continuar a ser como música... mas num outro tom!"
É isso mesmo; não é preciso sambar, basta-me um tocar em tom de "blues" (de que tanto gosto).