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domingo, 19 de setembro de 2021

As lapas não dão pérolas

A poucos dias da realização das Eleições Autárquicas/2021, dei por mim a imaginar o que seria de Peniche se o eleitorado do concelho renovasse, por mais quatro anos, o mandato ao Grupo de Cidadãos por Peniche, à frente, quer da Câmara Municipal, quer na Freguesia da cidade.
Naturalmente que, face ao realizado no actual mandato autárquico (inclusivé os mais recentes trabalhos de encher-o-olho), a resposta surge tão óbvia que nem me atrevo a conjecturá-la.
Tanto no plano económico, como, principalmente, no sócio-cultural, Peniche precisa de, definitivamente, dar o salto qualitativo.
As filosofias da gestão autárquica dos últimos dezasseis anos contribuíram muito pouco para que, à evolução infra-estrutural dos anos mais anteriores e readaptações da economia local, se seguisse a (urgente) progressão social e cultural da população, nomeadamente, dando continuidade à elevação educacional decorrente do aumento dos níveis de escolaridade mínima obrigatória.
Contrariando algum basismo peninsular, defendo que quantidade não significa qualidade. Então, por omissão ou opção, não importa(…), o certo é que, abandonar desleixadamente os patrimónios ambiental, cultural e histórico de Peniche, tem sido um crime lesa-concelho.
Portanto, espero (desejando sinceramente) que, primeiro, no próximo dia 26, a maioria dos penicheiros provem a sua maturidade democrática, votando.
Depois, que o façam de modo a pôr fim ao menosprezo social e à sub-cultura que lhe têm prestado a incompetência petulante do actual despotismo que governa a Autarquia, que nunca soube – ou quis saber - o verdadeiro alcance da palavra Futuro e ousa prometê-lo agora.
As mudanças e os futuros não se prometem; realizam-se.
Por isso, É TEMPO DE AGIR!

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Votar Peniche

Se há seis meses arrisquei a oportunidade de antecipar os parabéns de vitória a dois elementos da candidatura autárquica que então, na minha opinião, perante as ofertas alinhavadas, deveria saír vencedora nas eleições do dia 1 de Outubro, hoje, já bem conhecidos todos os candidatos e quase concluída a campanha eleitoral que as seis candidaturas concorrentes entenderam fazer, quase que me atrevo a repetir essa parabenização.
E só não o faço porque, quer o aparecimento da candidatura independente   Movimento Independente de Cidadãos Por Peniche, quer a semi-independente (porque declaradamente apoiada pelo Bloco de Esquerda) Grupo de Cidadãos Eleitores Por Peniche poderão, aliás, deverão, desejavelmente, trazer às urnas, pelo menos, os 20% de eleitores que em 2013 entenderam não votar e "punir o sistema autárquico" com a elevação da abstenção até aos 67% (que, em 2005 e 2009, rondou os 47%).
Esta será, a meu ver, a grande incógnita do (salutar) aparecimento das duas candidaturas fora do arco do Poder: saber se as suas proclamadas independências serão assim tão credíveis aos olhos de quem costuma deixar a outros decisões que, no quadriénio seguinte, hipocritamente, criticará todos os dias.  
De resto, e apesar do que quase todos quiseram fazer crer, nada há de novo para Peniche. Se pelo lado dos partidos tradicionais o "copy-paste" ardilosamente redesenhado do que oferecem ao nosso concelho pouco diverge de propostas anteriores, pelas candidaturas "out-siders" ou é apresentado um programa de resumidas intenções, num caso; ou, no outro, um arrolamento de promessas quase individualizadas como se do mapa de trabalhos com 16 anos se tratasse - lembrando as promessas cumpridas, mas esquecendo as por cumprir.
Porém, não se julgue que tudo vai ficar na mesma. Não vai.
Aliás, já não está: nunca em Peniche esteve tanta gente envolvida na discussão política. E nova gente, principalmente gente nova.
Esta já é uma grande vitória que devemos agradecer, especialmente, às novas gerações de políticos, independentes ou não, ao perceberem que discutir, programar e decidir sobre Peniche é para todos os penicheiros, não a pseudo-iluminados de partidos ou movimentos.
Daqui a pouco mais de cento e vinte horas o concelho de Peniche terá eleita uma nova administração autárquica, garantidamente minoritária, a exigir de todos - vencedores e vencidos - o abraçar maioritário de soluções importantes para o futuro dos penicheiros.
Aguardemos, pois, que a universalidade da utilização da palavra PENICHE por todas as candidaturas não tenha sido à toa.  
    

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Abre o olho, abre o olho!

Poder-se-á ignorar, fazer de conta, esquecer até; porém, acreditar na realização de algumas propostas (claramente eleitoralistas) que nos são oferecidas em programas, cadernos de encargos ou mapa de trabalhos, tipo "pronto a vestir", será o mesmo que aceitarmos um atestado de demência política.    
Mais a mais quando, por cá, todos sabemos que o passado recente dos principais candidatos a "senhor presidente da câmara" foi interventivo nos destinos autárquicos; alguns deles, diria até, principais cúmplices do marasmo sócio-cultural de Peniche.
 
Dito isto, creiam-me, pode demorar algum tempo, podemos dar benefícios e benefícios de dúvida, mas, mais tarde ou mais cedo, todos nós chegamos à mesma conclusão: em política não há inocências.
Por isso, e tal como apregoam os feirantes, o melhor é "abrir o olho" e utilizar mais o que resta do nosso intelecto no momento da(s) escolha(s).
     

domingo, 10 de setembro de 2017

Xerifes sem estrela


Se há coisa que não faltou ao actual elenco autárquico, foi legislar sobre trânsito, caravanismo, venda ambulante e regulação da utilização das arribas.
Por isso, o desrespeito e a sem vergonhice que muito se registam pela cidade e resto do concelho nestes capítulos serão, maioritariamente, problemas de vigilância e autoridade das instituições a quem compete fazer cumprir a lei, fazendo da "dura lex" uma "sed lex".
Ora, se a legislação produzida mereceu a exigida cobertura política dos orgãos autárquicos (partidários), não parece muito a propósito andar-se por aí em campanha eleitoral a prometer fazer o que está feito.
É que, resolvido o problema da autoridade (sem autoritarismos) parece-me que as queixas dos penicheiros nestes particulares seriam muito, mas muito menores.
Mas vamos a votos para eleger novos orgãos autárquicos, de onde sobressairá um presidente de Câmara, não um xerife (espero...).

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Por Peniche, para Peniche, ou sei lá que mais

A crer nas movimentações partidárias e “populares”, a verdade é que nunca houve tanto candidato a presidente da Câmara Municipal de Peniche.
Esta abundância quantitativa - que, numa primeira análise, poderia potenciar a qualidade das alternativas – indicia que, pelos actores pré-anunciados, teremos mais quatro anos geridos dentro da lógica tripartidária a que tem obedecido a gestão da autarquia desde a institucionalização do poder autárquico em Portugal.
E é pena, porque, depois de bem expurgadas, nenhuma das sete pré-candidaturas anunciadas parece ser alternativa convincente à mudança do paradigma eleitoral autárquico deste concelho : 57% de abstenção – ou seja: dos 25.000 eleitores inscritos, 15.000 não votaram em 2013.
Só trazendo às urnas esta massa enorme de insatisfeitos com o sistema (ou satisfeitos com o imobilismo) se poderá mudar alguma coisa, de facto,  nesta terra.

Quem o conseguir será vencedor – tenha o feitio que tiver, vista o que vestir!   

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Ménages à trois

Dedicado às três candidaturas partidárias à Câmara Municipal de Peniche, arquitectadas (ou montadas) em modo politicamente correcto, agradáveis à vista, ao "sentimento", quiçá às emoções. E, talvez por isso, as mais consistentes e esperançosas (I'm sorry...)
Resta saber da sua funcionalidade futura...




    "C'est la vie" say the old folks:
                                    It goes to show you never can tell"



sábado, 4 de março de 2017

Penicheiradas políticas


Não sei se vai pegar ou não. A verdade é que anda aí a moda das candidaturas "fora da caixa" por Peniche.
O curioso (ou talvez não) é a bondade e inocência com que os putativos candidatos são (auto?)promovidos, chegando-se ao desplante de, por omissão, tentar branquear a sua solidariedade política para com os maiores protagonistas autárquicos no estado actual da nossa terra, mesmo que pactuar por inacção ou abstenção "apenas" signifique solidariedade institucional.

Atitude branqueadora, que, pelos vistos, abrangerá todas candidaturas partidárias às eleições autárquicas deste ano, e que, como habitual, tenderá a ser esquecida no dia do voto na urna.

Porém, e já que este fatalismo nos persegue, ao menos que apresentem propostas sérias  para as mudanças - económica e social - que Peniche necessita urgentemente, mas façam-no sempre com o explicado/negociado e exigível forte envolvimento da sociedade civil; porque terá de ser por aí, principalmente, o caminho para o futuro do concelho.
O resto, o resto mas também importante, ficará para os serviços camarários. É lá que existem os bons pedreiros, carpinteiros, electricistas, canalizadores, pintores, etc... 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Over and out


"Over and out" - nos tempos antes internet era assim que se concluíam as conversas via rádio entre pessoas e grupos.
Lembrei-me do termo, ontem há noite, à saída da mais inacreditável sessão política a que assisti nas minhas viagens à vida partidária local. Um atentado à verdade, ao intelecto e ao respeito mútuo, transformado em cenas de surrealidade política a roçar o seu grau zero.
Que venha de lá o rei, nu ou de lantejoulas coberto...   
 Para mim chega!(Over and out)
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"O segredo do demagogo é de se fazer passar por tão estúpido quanto a sua plateia, para que esta imagine ser tão esperta quanto ele"
 
Karl Kraus


terça-feira, 7 de junho de 2016

Ir ou não ir ao mar e perder o lugar

Qualquer cidadão "fora da caixa" terá achado esta intervenção como uma das mais importantes mensagens deixadas ao 21º Congresso do PS.
Eu, apesar de nunca mais perceber a ganância militante de ganhar eleições por ganhar - especialmente quando se tratam de Autárquicas (onde os projectos políticos de interesse local se deviam sobrepor ao querer nacional) - até dei de barato esse vício deste camarada.
Eis senão quando me decidi procurar perceber quem era, afinal, esta voz, ao mesmo tempo, melodiosamente socialista, mas tão crítica da geringonça.
Pois, pois... 




domingo, 5 de agosto de 2012

Domingo, dia de tomar banho

... e ver passar a procissão.
No adro, mas já vai andando e, pelos vistos, com a água benta gaseificada!
Foto C.Tiago (adaptada)

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O luto continua,

solidário com os autarcas eleitos pelas listas do PS e PSD nas freguesias de Conceição e S.Pedro;

em sinal de protesto pelas formas de coação utilizadas pelos que (ainda) gerem o poder da intimidação em prejuízo da Liberdade.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Dia de Luto

Hoje estou de luto.

De luto pelas pessoas mesquinhas, preocupadas somente em dar nas vistas.

À espera que as venerem, e lhes prestem vassalagem.

Aonde chegámos nós?

O respeito esfumou-se no tempo, curvando-se apenas aos auto-convencidos e pomposos chulos vigaristas que, ávidos de mostrar o seu poder, sujam as mãos com que outrora seguravam a foice e o martelo – símbolos imerecidos de uma Liberdade que não praticam.

Hoje estou de luto,

A morte da seriedade bateu à porta da minha terra para cobrar promessas não consignadas, facturas não desejadas.

Hoje estou de luto.

Amanhã estarei de branco. Pena é que ainda poucos estarão a meu lado.


segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Registo - sem aviso de recepção.

Excelência,

Em onze de Outubro último fui eleito autarca da Freguesia de Ajuda e V.Exa. nem um SMS de parabéns me dirigiu (eu, por contrário, bem tentei saudá-lo pela sua reeleição, mas o meu telemóvel estava sem carga).

Para o dia vinte e três do mesmo mês foi marcada (e realizada) a instalação da minha Assembleia de Freguesia e eleição do respectivo executivo da Junta.

Nesse espaço de doze dias, nunca V.Exa. se dignou convidar-me para “tomar um café” nem abordou qualquer dos meus amigos mais próximos ou familiares (alguns até funcionários aí da casa) para saber o que quer que fosse sobre a minha vida particular.

Ultimamente constou-me que V. Exa. não tem tido o mesmo comportamento para com alguns dos meus amigos autarcas eleitos nas Freguesias de S. Pedro e Conceição. Porquê Excelência ?

Qual a razão desta discriminação? Então, porque é que os autarcas não merecem todos o mesmo tratamento? Nem um cafézinho, Excelência?

Ou será que …

Não. Não posso, nem quero acreditar!!!

Se calhar estou a ser coagido pelo ciúme.



sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Aos fregueses esquecidos

"Um dos efeitos do medo é perturbar os sentidos e fazer que as coisas não pareçam o que são." (Miguel Cervantes - D. Quixote de la Mancha)




Ainda bem que em Peniche continua a haver gente de "olhos muito abertos, que gosta de falar e de sorrir" - livre, sem medos.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Obsceno é pouco !

A Comissão Nacional de Eleições considera que, nas últimas eleições autárquicas, piorou o comportamento de alguns membros de juntas e autarquias, tendo-se verificado casos verdadeiramente "obscenos".
Em Peniche, fez-se descarado apelo ao voto com renovações de contratos de trabalho, com colocações em mesas de voto (agora recebe-se 70 €), com ofertas de bacalhau e azeite , ou, na véspera das eleições, com distribuição de propaganda da prova de Surf "Rip Curl Pro Search" onde consta (pag.6) uma indisfarçada mensagem eleitoralista do presidente da Câmara e com massivos porta-a-porta nocturnos dentro dos bairros sociais da cidade.
Não tendo sido só esta(s) a(s) razão(ões) da vitória CDU, não podemos ignorá-las nem permitir, sequer, o seu branqueamento político.
Porque esta estratégia - misto da cartilha eleitoral comunista com as ideias obsessivo-compulsivas de dois ou três "locais" - vai continuar. Aliás, continua: basta verificar o que se passou nos meandros da instalação da mesa da Assembleia Municipal e o que se está a passar com a instalação das Juntas de Freguesia de S. Pedro e Conceição.
Chamar-se a tudo isto obsceno, é pouco...!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Os abstencionistas


Nestas Eleições Autárquicas, porque não votaram onze mil seiscentos vinte três eleitores do concelho de Peniche ?

O CerrodoCão foi saber e, meus amigos, continuem sentados porque:

- Treze andavam perdidos no estádio da Luz, à procura de uma saída, depois da noitada de coiratos, cerveja e ganza, comemorativa do pré-possível-apuramento da selecção portuguesa para o Mundial de Futebol em 2010;

- Cinquenta e dois foram votar ao Olho Marinho porque ficava mais perto de casa;

- Cento noventa e oito bem que gostariam mas, no outro mundo ninguém tem direito a voto;

- Sessenta e nove ficaram retidos na Berlenga porque estava fola de sudoeste e não houve barco que encostasse à ilha;

- Trinta e sete estavam no mar a pescar com redes e covos, bem junto à costa, aproveitando o facto da vigilância da Polícia Marítima, aos domingos, abrandar (ainda) mais;

- Quarenta e quatro (trabalhadores autárquicos) andavam a acabar os alcatroamentos e pequenas obras municipais iniciadas na sexta-feira anterior;

- Dezanove estavam de serviço permanente no call-center do largo D.Pedro V;

- Vinte e sete queimavam pauzinhos de incenso “alecrim-chinês”, divididos pela ETAR, Guano e Fialho;

- Quatro tentavam acertar as contas do último festival “Sabores do Mar”;

- Quinze ordenavam por ordem alfabética todos os protocolos celebrados em Peniche nos últimos quatro anos;

- Seis faziam pesquisas históricas relacionadas com o futuro do hospital de Peniche;

- Sete davam formação a turistas sobre o trânsito no largo 5 de Outubro;

- Trinta e nove distribuíam propaganda do Rip Curl Pro Search aos surfistas reformados dos bairros do Calvário, Prageira, Fernão Magalhães, Peniche III, Santana, etc;

- Quatro auxiliavam ao estacionamento automóvel no Campo da República;

- Sessenta e seis estavam pendurados em telhados no centro da cidade, com carabinas de pressão d’ar, tentando afastar as gaivotas e as suas desagradáveis descargas daquela zona;

- Oitenta e oito controlavam, à distância e despercebidamente, os dez grupos referidos anteriormente;

- Treze controlavam os anteriores oitenta e oito;

- Mil trezentos e oitenta e nove estavam nas Sezaredas a soprar forte, tentando fazer rodar as ventoinhas das eólicas;

- Quinhentos e sete andavam pelo mar da Almagreira a mergulhar pilhas recarregáveis, aproveitando a energia eléctrica que por ali anda à solta;

- Duzentos oitenta e quatro desistiram de votar por não terem encontrado o cartão de eleitor, depois terem andado três horas à sua procura na gaveta das meias, no bolso do fato de casamento, debaixo do colchão, na caixa da costura e no “sítio das coisas importantes” da casa;

- Cento e cinco (ainda) aguardavam, em fila de espera à porta do palacete de S. Bento, a oportunidade de cumprimentar José Sócrates pela sua vitória no passado 27 de Setembro;

- Seiscentos e oito estavam em peregrinação a Fátima, rogando pelos bons resultados da sua lista;

- Três mil quatrocentos e dezassete ficaram à espera que os fossem buscar, e ninguém apareceu;

- Dois mil quinhentos e vinte aguardaram (em vão) que lhes levassem a urna de voto a casa;

- Trezentos e seis pensaram que, como estavam desempregados, não podiam fazer rigorosamente coisa alguma;

- Sete estiveram o dia inteiro a combater a solidão das brasileiras de coxa grossa, abandonadas em apartamentos na Lourinhã;

- Mil duzentos e dez nunca votam porque a sua religião proíbe-o;

- Setenta e seis porque ainda não perceberam bem o que é isso de eleições;

- Quatrocentos noventa e dois porque só arranjaram trabalho fora do concelho, sem horários fixos, sem contratos, a recibos verdes e sem descanso semanal;

- Um porque esteve todo o dia a ver as postagens absurdas do Cerro do Cão.

Afinal, a abstenção nada teve a ver com o desinteresse das pessoas pela causa pública, ou com a eventual incredibilidade nas candidaturas, nem com a inutilidade do voto, nem, finalmente, com qualquer saturação do regime democrático.


A malta não votou porque não pôde. E prontos!