Por isso, É TEMPO DE AGIR!
domingo, 19 de setembro de 2021
As lapas não dão pérolas
Por isso, É TEMPO DE AGIR!
quarta-feira, 2 de setembro de 2020
terça-feira, 3 de outubro de 2017
terça-feira, 26 de setembro de 2017
Votar Peniche
Esta será, a meu ver, a grande incógnita do (salutar) aparecimento das duas candidaturas fora do arco do Poder: saber se as suas proclamadas independências serão assim tão credíveis aos olhos de quem costuma deixar a outros decisões que, no quadriénio seguinte, hipocritamente, criticará todos os dias.
Porém, não se julgue que tudo vai ficar na mesma. Não vai.
Aliás, já não está: nunca em Peniche esteve tanta gente envolvida na discussão política. E nova gente, principalmente gente nova.
Esta já é uma grande vitória que devemos agradecer, especialmente, às novas gerações de políticos, independentes ou não, ao perceberem que discutir, programar e decidir sobre Peniche é para todos os penicheiros, não a pseudo-iluminados de partidos ou movimentos.
Daqui a pouco mais de cento e vinte horas o concelho de Peniche terá eleita uma nova administração autárquica, garantidamente minoritária, a exigir de todos - vencedores e vencidos - o abraçar maioritário de soluções importantes para o futuro dos penicheiros.
quarta-feira, 20 de setembro de 2017
Abre o olho, abre o olho!
Por isso, e tal como apregoam os feirantes, o melhor é "abrir o olho" e utilizar mais o que resta do nosso intelecto no momento da(s) escolha(s).
domingo, 10 de setembro de 2017
Xerifes sem estrela
Por isso, o desrespeito e a sem vergonhice que muito se registam pela cidade e resto do concelho nestes capítulos serão, maioritariamente, problemas de vigilância e autoridade das instituições a quem compete fazer cumprir a lei, fazendo da "dura lex" uma "sed lex".
segunda-feira, 8 de maio de 2017
Por Peniche, para Peniche, ou sei lá que mais
Esta abundância quantitativa - que, numa primeira análise, poderia potenciar a qualidade das alternativas – indicia que, pelos actores pré-anunciados, teremos mais quatro anos geridos dentro da lógica tripartidária a que tem obedecido a gestão da autarquia desde a institucionalização do poder autárquico em Portugal.
E é pena, porque, depois de bem expurgadas, nenhuma das sete pré-candidaturas anunciadas parece ser alternativa convincente à mudança do paradigma eleitoral autárquico deste concelho : 57% de abstenção – ou seja: dos 25.000 eleitores inscritos, 15.000 não votaram em 2013.
Só trazendo às urnas esta massa enorme de insatisfeitos com o sistema (ou satisfeitos com o imobilismo) se poderá mudar alguma coisa, de facto, nesta terra.
quarta-feira, 3 de maio de 2017
Ménages à trois
Resta saber da sua funcionalidade futura...
sábado, 4 de março de 2017
Penicheiradas políticas
O curioso (ou talvez não) é a bondade e inocência com que os putativos candidatos são (auto?)promovidos, chegando-se ao desplante de, por omissão, tentar branquear a sua solidariedade política para com os maiores protagonistas autárquicos no estado actual da nossa terra, mesmo que pactuar por inacção ou abstenção "apenas" signifique solidariedade institucional.O resto, o resto mas também importante, ficará para os serviços camarários. É lá que existem os bons pedreiros, carpinteiros, electricistas, canalizadores, pintores, etc...
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
Over and out

"Over and out" - nos tempos antes internet era assim que se concluíam as conversas via rádio entre pessoas e grupos.Lembrei-me do termo, ontem há noite, à saída da mais inacreditável sessão política a que assisti nas minhas viagens à vida partidária local. Um atentado à verdade, ao intelecto e ao respeito mútuo, transformado em cenas de surrealidade política a roçar o seu grau zero.
Que venha de lá o rei, nu ou de lantejoulas coberto...
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"O segredo do demagogo é de se fazer passar por tão estúpido quanto a sua plateia, para que esta imagine ser tão esperta quanto ele"
terça-feira, 7 de junho de 2016
Ir ou não ir ao mar e perder o lugar
sexta-feira, 14 de junho de 2013
domingo, 5 de agosto de 2012
Domingo, dia de tomar banho
No adro, mas já vai andando e, pelos vistos, com a água
| Foto C.Tiago (adaptada) |
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
O luto continua,
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Dia de Luto
Hoje estou de luto.
De luto pelas pessoas mesquinhas, preocupadas somente em dar nas vistas.
À espera que as venerem, e lhes prestem vassalagem.
O respeito esfumou-se no tempo, curvando-se apenas aos auto-convencidos e pomposos chulos vigaristas que, ávidos de mostrar o seu poder, sujam as mãos com que outrora seguravam a foice e o martelo – símbolos imerecidos de uma Liberdade que não praticam.
Hoje estou de luto,
A morte da seriedade bateu à porta da minha terra para cobrar promessas não consignadas, facturas não desejadas.
Hoje estou de luto.
Amanhã estarei de branco. Pena é que ainda poucos estarão a meu lado.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Registo - sem aviso de recepção.
Excelência,
Em onze de Outubro último fui eleito autarca da Freguesia de Ajuda e V.Exa. nem um SMS de parabéns me dirigiu (eu, por contrário, bem tentei saudá-lo pela sua reeleição, mas o meu telemóvel estava sem carga).
Para o dia vinte e três do mesmo mês foi marcada (e realizada) a instalação da minha Assembleia de Freguesia e eleição do respectivo executivo da Junta.
Nesse espaço
de doze dias, nunca V.Exa. se dignou convidar-me para “tomar um café” nem abordou qualquer dos meus amigos mais próximos ou familiares (alguns até funcionários aí da casa) para saber o que quer que fosse sobre a minha vida particular.
Ultimamente constou-me que V. Exa. não tem tido o mesmo comportamento para com alguns dos meus amigos autarcas eleitos nas Freguesias de S. Pedro e Conceição. Porquê Excelência ?
Qual a razão desta discriminação? Então, porque é que os autarcas não merecem todos o mesmo tratamento? Nem um cafézinho, Excelência?
Ou será que …
Não. Não posso, nem quero acreditar!!!
Se calhar estou a ser coagido pelo ciúme.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Aos fregueses esquecidos
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Obsceno é pouco !
Em Peniche, fez-se descarado apelo ao voto com renovações de contratos de trabalho, com colocações em
mesas de voto (agora recebe-se 70 €), com ofertas de bacalhau e azeite , ou, na véspera das eleições, com distribuição de propaganda da prova de Surf "Rip Curl Pro Search" onde consta (pag.6) uma indisfarçada mensagem eleitoralista do presidente da Câmara e com massivos porta-a-porta nocturnos dentro dos bairros sociais da cidade.Não tendo sido só esta(s) a(s) razão(ões) da vitória CDU, não podemos ignorá-las nem permitir, sequer, o seu branqueamento político.
Porque esta estratégia - misto da cartilha eleitoral comunista com as ideias obsessivo-compulsivas de dois ou três "locais" - vai continuar. Aliás, continua: basta verificar o que se passou nos meandros da instalação da mesa da Assembleia Municipal e o que se está a passar com a instalação das Juntas de Freguesia de S. Pedro e Conceição.
Chamar-se a tudo isto obsceno, é pouco...!
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Os abstencionistas
Nestas Eleições Autárquicas, porque não votaram onze mil seiscentos vinte três eleitores do concelho de Peniche ?
O CerrodoCão foi saber e, meus amigos, continuem sentados porque:
- Treze andavam perdidos no estádio da Luz, à procura de uma saída, depois da noitada de coiratos, cerveja e ganza, comemorativa do pré-possível-apuramento da selecção portuguesa para o Mundial de Futebol em 2010;
- Cinquenta e dois foram votar ao Olho Marinho porque ficava mais perto de casa;
- Cento noventa e oito bem que gostariam mas, no outro mundo ninguém tem direito a voto;
- Sessenta e nove ficaram retidos na Berlenga porque estava fola de sudoeste e não houve barco que encostasse à ilha;
- Trinta e sete estavam no mar a pescar com redes e covos, bem junto à costa, aproveitando o facto da vigilância da Polícia Marítima, aos domingos, abrandar (ainda) mais;
- Quarenta e quatro (trabalhadores autárquicos) andavam a acabar os alcatroamentos e pequenas obras municipais iniciadas na sexta-feira anterior;
- Dezanove estavam de serviço permanente no call-center do largo D.Pedro V;
- Vinte e sete queimavam pauzinhos de incenso “alecrim-chinês”, divididos pela ETAR, Guano e Fialho;
- Quatro tentavam acertar as contas do último festival “Sabores do Mar”;
- Quinze ordenavam por ordem alfabética todos os protocolos celebrados em Peniche nos últimos quatro anos;
- Seis faziam pesquisas históricas relacionadas com o futuro do hospital de Peniche;
- Sete davam formação a turistas sobre o trânsito no largo 5 de Outubro;
- Trinta e nove distribuíam propaganda do Rip Curl Pro Search aos surfistas reformados dos bairros do Calvário, Prageira, Fernão Magalhães, Peniche III, Santana, etc;
- Quatro auxiliavam ao estacionamento automóvel no Campo da República;
- Sessenta e seis estavam pendurados em telhados no centro da cidade, com carabinas de pressão d’ar, tentando afastar as gaivotas e as suas desagradáveis descargas daquela zona;
- Oitenta e oito controlavam, à distância e despercebidamente, os dez grupos referidos anteriormente;
- Treze controlavam os anteriores oitenta e oito;
- Mil trezentos e oitenta e nove estavam nas Sezaredas a soprar forte, tentando fazer rodar as ventoinhas das eólicas;
- Quinhentos e sete andavam pelo mar da Almagreira a mergulhar pilhas recarregáveis, aproveitando a energia eléctrica que por ali anda à solta;
- Duzentos oitenta e quatro desistiram de votar por não terem encontrado o cartão de eleitor, depois terem andado três horas à sua procura na gaveta das meias, no bolso do fato de casamento, debaixo do colchão, na caixa da costura e no “sítio das coisas importantes” da casa;
- Cento e cinco (ainda) aguardavam, em fila de espera à porta do palacete de S. Bento, a oportunidade de cumprimentar José Sócrates pela sua vitória no passado 27 de Setembro;
- Seiscentos e oito estavam em peregrinação a Fátima, rogando pelos bons resultados da sua lista;
- Três mil quatrocentos e dezassete ficaram à espera que os fossem buscar, e ninguém apareceu;
- Dois mil quinhentos e vinte aguardaram (em vão) que lhes levassem a urna de voto a casa;
- Trezentos e seis pensaram que, como estavam desempregados, não podiam fazer rigorosamente coisa alguma;
- Sete estiveram o dia inteiro a combater a solidão das brasileiras de coxa grossa, abandonadas em apartamentos na Lourinhã;
- Mil duzentos e dez nunca votam porque a sua religião proíbe-o;
- Setenta e seis porque ainda não perceberam bem o que é isso de eleições;
- Quatrocentos noventa e dois porque só arranjaram trabalho fora do concelho, sem horários fixos, sem contratos, a recibos verdes e sem descanso semanal;
- Um porque esteve todo o dia a ver as postagens absurdas do Cerro do Cão.
Afinal, a abstenção nada teve a ver com o desinteresse das pessoas pela causa pública, ou com a eventual incredibilidade nas candidaturas, nem com a inutilidade do voto, nem, finalmente, com qualquer saturação do regime democrático.
A malta não votou porque não pôde. E prontos!



