Mostrar mensagens com a etiqueta Arte. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Arte. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Ode à incompetência monumental

Em tempos pensei que viver rodeado de mar por (quase) todo o lado, poderia ser a justificação mais razoável para uma certa aversão à Diferença que caracteriza uma pequena parte dos meus conterrâneos.
Felizmente, com a aculturação trazida pelas novas tecnologias do conhecimento, o fenómeno denota um ligeiro decréscimo - revelando ainda uma contida "abertura de mentes".
Vem tudo isto a propósito do desastre de ontem, provocado no monumento ao Homem do Mar pela incúria e irresponsabilidade que, entre outras, as coisas da Cultura vêm merecendo do executivo que gere a Câmara Municipal, culminou com o DESAPARECIMENTO puro e simples de um dos maiores e reconhecidos  ícones penichenses.
Ora, por muito que custe, tem havido boa gente (e gente boa) para quem este atentado cultural não passa de um acertar contas com a "injustiça de terem confundido o Homem do Mar com o Torradinho"(com todo o respeito pelo saudoso Zé Luís), e que, finalmente, haverá a oportunidade de "erigir um monumento condigno com o verdadeiro pescador de Peniche".

Por isso, vou experimentar o outro lado da barricada e, antecipando-me, ao espectável lançamento da petição da silvicultura penicheira,
vou aqui sugerir que o futuro monumento substituto seja simultaneamente uma homenagem ao homem do mar, e ao homem - que também ele pescador e dirigente sindical da classe - tudo tem feito para elevar o bom nome da sua terra e das suas gentes, através da sua prestação política, sempre de forma muito desinteressada e honesta, enquanto autarca, e, principalmente, na sua qualidade maior - quer de Junta de Freguesia,  quer de Câmara Municipal.
A base do monumento está vazia, a sugestão arriscada.

Venha de lá o rei da malta!

                                            Provavelmente nu, mas isso pouco (me) importará!

_______________________________

PS: O respeito e apreço que o pescador e homens do mar me merecem, jamais deverão ser aqui questionados. 
Esta rábula é dedicada à ala radical de uma certa sub-cultura local, especialmente aos que, corajosamente, se identificam com ela através da desconsideração ofensiva por outras ideias, gostos ou opiniões.



domingo, 6 de dezembro de 2020

Domingo, dia de tomar banho e de livres arbítrios

Um dia destes, navegando pelo indiscreto mundo da internet, tropecei na curiosa teoria conspirativa sobre o porquê de os dedos de Deus e Adão não se tocarem no famoso fresco dos primórdios do século XVI:  "A Criação de Adão" - pintado por Miguel Ângelo no tecto da Capela Sistina do Palácio Apostólico da Cidade do Vaticano.

Na pintura, é verificável o dedo de Deus alongado ao máximo, enquanto que o dedo de Adão está contraído.
Então teoriza-se que o "sentido da obra de arte é explicar que Deus está sempre lá, mas a decisão é do homem. Se o homem quer tocar em Deus precisará esticar o dedo, mas, ao não esticar o dedo, poderá passar a vida inteira sem procurá-lo". 
Concluindo que "a última falange contraída do dedo de Adão representa o livre arbítrio".
Apesar de não ser a Igreja Católica a abordar sequer esta possível significação, também é verdade que não a contraria - deixando assim o arbítrio subliminar da mensagem ao bel-prazer dos fiéis ou não...

quarta-feira, 12 de março de 2014

Peniche não merece isto (7)

A poucos dias da inauguração do monumento aos Combatentes do Concelho de Peniche, prevista para o próximo dia 23, manifesto, desde já, a gratidão que me merecem os promotores da concretização desta justa e velha aspiração das gentes, directa ou indirectamente, ligadas aos combatentes do nosso concelho.
No entanto, a implantação do monumento: a 2 ou 3 metros à frente da esplanada de um estabelecimento comercial, para além da agressão visual que representará, lança-me a dúvida sobre o respeito pela dignidade exigida por esta (e qualquer outra) escultura tão carregada de simbolismo.
Provavelmente, a convivência (nem sempre pacífica) entre os frequentadores de esplanada e a estátua terá escapado na escolha do local, ou talvez não e se ache que é assim mesmo que este tipo de arte cumprirá o seu papel - tipo Fernando Pessoa no Chiado em Lisboa...
É claro, claríssimo, que não será a mesma coisa. Mas, por favor, não mudem o monumento ao Homem do Mar para o mesmo passeio do restaurante Canhoto (ou qualquer outro na Avenida do Mar), nem mudem a estátua da Nª Srª da Boa Viagem para o átrio de um dos hotéis à entrada da cidade.
Ah! e se pensarem mudar a Rendilheira de Peniche para a porta do Café Oceano, lembrem-se que o Zé Manel do Café Aviz pode não gostar da exclusividade!

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Peniche - as ideias e os idiotas


e quando já desesperava com o triunfo da mediocridade...
eis que salta um bafo desigual.  

quarta-feira, 1 de julho de 2009

A Dança da Morte

Morreu Pina Bausch. Dela alguém disse que "sabia mostrar a violência e o conflito com o mesmo rigor e intensidade com que dava a ver um gesto terno e subtil. Era sempre de emoções absolutas."
Eu, "conheci-a" há 15 anos, na sua versão bailada da Sagração da Primavera, quando Lisboa Capital da Cultura. Então, percebi quão importante na Dança era saber expressar sentimentos, tal como escrever, cantar ou pintar.
Esse entendimento - insignificante para quem respira Cultura - ficou como a minha dívida eterna a Pina Bausch - a quem um dia Fellini se referiu como : " ... uma monja com um gelado, uma santa de patins ... que, de repente, nos pisca o olho".


quinta-feira, 28 de maio de 2009

World Builder

... é um video que honra qualquer blogue.

Apesar de modesto, O Cerro do Cão merece essa honra. Quanto mais não seja para permitir o visionamento desta obra prima, feita por amor.



quarta-feira, 15 de outubro de 2008