sábado, 6 de agosto de 2011

Moro num país tropical (?)

Como se não bastasse o deprimente estado do nosso Estado, o mês de Agosto continua com dias de verão estupidamente invernosos.
Ou, como diria uma pessoa que me era muito querida:

" - O mundo está doudo! "

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Portugalex sed lex

Diz o artº 22 da Constituição da República Portuguesa que "o Estado e as demais entidades públicas são civilmente responsáveis, em forma solidária com os titulares dos seus órgãos, funcionários ou agentes, por acções ou omissões praticadas no exercício das suas funções e por causa desse exercício, de que resulte violação dos direitos, liberdades e garantias ou prejuízo para outrem."
Assim sendo (ou devendo ser) e como sei que, a classe política que ganha a vida a negociar a aplicabilidade da(s) LEI(s) por si feita(s), vai de férias, deixo-lhe aqui o desafio de, hoje, consultarem transversalmente (20 minutos chegam)  a saga do Banco Português de Negócios: até pode ser  só de há três anos a esta parte e até pode ser com o auxilio da (vossa) cartilha-jornal-expresso.
Depois, de consciência tranquila ou não, boa viagem!  até Setembro!
Nós, por cá ficamos à espera do vosso regresso à mui nobre actividade dos grandes fazedores de leis: propostas, discutidas, aprovadas e publicadas. Mas, cumpridas...?
Nós, por cá estaremos, irremediavelmente, de bolsos abertos a mais meia dúzia de extraordinarices impostas pelo vosso Estado para garantir o pagamento de negócios mal paridos, pertencentes à corja dos feios, porcos e maus que, cumplicemente, vos alimentam os egos pessoais.
Nós, por cá clamaremos por que a Justiça se faça sentir, isenta, rápida e eficaz. E eu até sou capaz de dar (dado) o que me vai restar do subsídio de natal deste ano como contribuição para um Fundo de qualquer nome que garanta aos portugueses o cumprimento cabal e sem privilégios deste Artigo 22º da sua Constituição, actuando como e onde for necessário. Até à última instância. 
(É claro que tudo isto não passa de um desabafo, porque nenhum dos putativos destinatários deste post passa ao Cerro. Mas, como presunção e água benta, cada um toma a que quer...)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Quando as Berlengas eram simplesmente uma ilha

Quando, como há pouco, ouço a "balada do menino do bairro negro" cantada por Zeca Afonso, emociono-me sempre, porque não resisto a recuar ao ano de 1970 e ao acampamento de um grupo de rapazes pró-escuteiros(?) que durou duas semanas nas Berlengas.
E aí, entre outras coisas (fáceis de imaginar pela composição da foto) esta era uma das baladas a que, todas as noites, o Victor Gil dava música e voz e os restantes (eu, o Beta, o Roldão, o Hipólito, o Zé Leitão, o  Romão, o Motinha e o Zé Puto - se a memória não me falha) emprestavam ao coro a maior desafinação possível.
Curioso é que acabo de lembrar-me de uma "balada" que (julgo) o Victor terá composto por essa altura: 
"Não há gaivotas na minh'ilha. Não sei quem foi que fez o mar.
Vinde gaivotas prá minh'ilha. Pois sei quem foi que fez o mar."

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Fragilidades

O melhor que há a fazer enquanto a memória foge a uma velocidade estonteante é gastar os trocos que nos restam de vida.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

"Primeiro dia de Agosto

... primeiro dia de Inverno".

Cumprido o ditado, resta-me prometer que, aqui no Cerro, "em Agosto, antes vinagre que mosto."
Portanto, não se espere coisa de mais valia que o habitual.

Jamie Beck