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segunda-feira, 7 de abril de 2014

Já vomito BPN



Há coisa de uma semana, na Biblioteca Municipal, perante uma dúzia de colegas da Oficina de Escrita Criativa, fui desafiado a revelar uma das coisas que eu menos gostasse. 
A minha resposta, talvez condicionada pelo ambiente cultural envolvente, foi a Ignorância - pensando na forma desprezível como a Educação e Cultura continuam a ser ministradas às gentes portuguesas, com os resultados que se conhecem sempre que são tornadas públicas contas estatísticas e inquéritos feitos. 
Naturalmente, a política tem aqui cabimento. E, apesar do respeito que sempre dou a TODAS as opiniões, passados 40 anos sobre o fim(?) do regime salazarento acho que continua a haver muito dessaber político por esse país fora e, pior, há multidões a deixarem que outros pensem, raciocinem e ajam por si.
Talvez por recusar este culto, acreditem ou não, nunca perdi mais que um minuto a ver/ouvir os comentários semanais de Marcelo Rebelo de Sousa na TVI. (tal como, aliás, mais recentemente, os de Marques Mendes e de José Sócrates). 
Como bloguista, é claro que não ignoro os reflexos seguintes aos comentários de tão nobres artífices de opinião, cuja teorias políticas, levadas à prática, tão fracos resultados deram.
Aliás, é de uma dessas ressacas marcelistas que hoje aqui trato, ilustrando-a com a forma (nojenta) que já me causam o BPN, os seus apóstolos e Pilatos a quem toda a gente, parece, querer dar toalhas.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Franklim - o secretário algodão!

Sinceramente, não percebo a aversão pública "das habituais minorias contestatárias" à nomeação do cidadão Franquelim Fernando Garcia Alves   para secretário de Estado do empreendedorismo, competitividade e inovação.
Será por ter desvalorizado o seu currículo ao omitir descaradamente que, entre Dezembro/2007 e Outubro/2008, o grupo empresarial de que foi administrador (CEO) se chamava SLN? Ou será pelo seu "envolvimento" na maior fraude económica/financeira em Portugal, que nos azucrinará a cabeça (e a algibeira) até ao fim dos nossos dias?
Então um homem com a desenvoltura deste companheiro e com a fantástica experiência obtida na sua passagem pela SLN/BPN, não terá capacidades suficientes para estar à frente de uma Secretaria de Estado responsável pelo empreendedorismo, competitividade e inovação?
Haveria melhores? Claro que sim! Mas uns estão presos(?) a pulseiras ou em casa e outros andam pelas Áfricas lusófonas garantindo os negócios que perpetuarão a merda de sistema político em que vivemos atolados.
Por isso, deixem lá "el capo" fazer o que melhor sabe - este, pelo menos, já sabemos que veio para garantir a eficácia da continuidade do pomar - é como o algodão... não engana!

sábado, 29 de dezembro de 2012

Os Negócio di Banco Português

Este vai ser o filme que, masoquistamente, verei no próximo ano em cada dia do recebimento da minha pensão/reforma, mencionando sempre o valor mensal do meu contributo (imposto, claro!) para o pagamento da maior filha-da-putice nacional a que o trio maravilha - um presidente, uma maioria, um governo - nos vêm submetendo, impunemente.


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Portugalex sed lex

Diz o artº 22 da Constituição da República Portuguesa que "o Estado e as demais entidades públicas são civilmente responsáveis, em forma solidária com os titulares dos seus órgãos, funcionários ou agentes, por acções ou omissões praticadas no exercício das suas funções e por causa desse exercício, de que resulte violação dos direitos, liberdades e garantias ou prejuízo para outrem."
Assim sendo (ou devendo ser) e como sei que, a classe política que ganha a vida a negociar a aplicabilidade da(s) LEI(s) por si feita(s), vai de férias, deixo-lhe aqui o desafio de, hoje, consultarem transversalmente (20 minutos chegam)  a saga do Banco Português de Negócios: até pode ser  só de há três anos a esta parte e até pode ser com o auxilio da (vossa) cartilha-jornal-expresso.
Depois, de consciência tranquila ou não, boa viagem!  até Setembro!
Nós, por cá ficamos à espera do vosso regresso à mui nobre actividade dos grandes fazedores de leis: propostas, discutidas, aprovadas e publicadas. Mas, cumpridas...?
Nós, por cá estaremos, irremediavelmente, de bolsos abertos a mais meia dúzia de extraordinarices impostas pelo vosso Estado para garantir o pagamento de negócios mal paridos, pertencentes à corja dos feios, porcos e maus que, cumplicemente, vos alimentam os egos pessoais.
Nós, por cá clamaremos por que a Justiça se faça sentir, isenta, rápida e eficaz. E eu até sou capaz de dar (dado) o que me vai restar do subsídio de natal deste ano como contribuição para um Fundo de qualquer nome que garanta aos portugueses o cumprimento cabal e sem privilégios deste Artigo 22º da sua Constituição, actuando como e onde for necessário. Até à última instância. 
(É claro que tudo isto não passa de um desabafo, porque nenhum dos putativos destinatários deste post passa ao Cerro. Mas, como presunção e água benta, cada um toma a que quer...)

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Mais areia ou será desta ?




OK ! telepresidência,

daqui fala o Marta.




terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Medalhas

Luís Figo foi hoje homenageado com a Medalha de Honra da Cidade de Lisboa.

«A Câmara tem homenageado várias personalidades ao longo dos anos. Decidimos nesta cerimónia entregar as medalhas a um conjunto de personalidades e instituições que têm contribuído para o desporto e para a cidade, e Luís Figo foi igualmente reconhecido», disse António Costa, presidente da autarquia.(IOL-Diário)

Se esta medalha fosse para mim, aposto que a entregava à DECO para ajudar a recompensar os prejudicados com certa publicidade enganosa !

domingo, 9 de novembro de 2008

B..odo aos "P..obres" N..ovamente



"A justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca"

"Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros.
Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso.
Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.

Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.

Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças , de protecções e lavagens , de corporações e famílias , de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.
Este é o maior fracasso da democracia portuguesa!"
(Clara Ferreira Alves - "Expresso")


Por este caminho - excelentemente articulado por Clara F. ALves - o caso BPN estará condenado a vender jornais, tempos de antena partidária, a estéreis horas de discussão parlamentar, e mais umas não sei quantas "diversões" que, no final, apenas lhe servirão como cortina de fumo. Porque, quando chegar a hora de fazer funcionar a balança da Justiça, já não haverá crime nem culpáveis. Apenas defraudados ... nós - os contribuintes doimpostos que, provávelmente, irão ser utilizados para salvar a falência de uma empresa de negócios escuros.