segunda-feira, 7 de abril de 2014

Já vomito BPN



Há coisa de uma semana, na Biblioteca Municipal, perante uma dúzia de colegas da Oficina de Escrita Criativa, fui desafiado a revelar uma das coisas que eu menos gostasse. 
A minha resposta, talvez condicionada pelo ambiente cultural envolvente, foi a Ignorância - pensando na forma desprezível como a Educação e Cultura continuam a ser ministradas às gentes portuguesas, com os resultados que se conhecem sempre que são tornadas públicas contas estatísticas e inquéritos feitos. 
Naturalmente, a política tem aqui cabimento. E, apesar do respeito que sempre dou a TODAS as opiniões, passados 40 anos sobre o fim(?) do regime salazarento acho que continua a haver muito dessaber político por esse país fora e, pior, há multidões a deixarem que outros pensem, raciocinem e ajam por si.
Talvez por recusar este culto, acreditem ou não, nunca perdi mais que um minuto a ver/ouvir os comentários semanais de Marcelo Rebelo de Sousa na TVI. (tal como, aliás, mais recentemente, os de Marques Mendes e de José Sócrates). 
Como bloguista, é claro que não ignoro os reflexos seguintes aos comentários de tão nobres artífices de opinião, cuja teorias políticas, levadas à prática, tão fracos resultados deram.
Aliás, é de uma dessas ressacas marcelistas que hoje aqui trato, ilustrando-a com a forma (nojenta) que já me causam o BPN, os seus apóstolos e Pilatos a quem toda a gente, parece, querer dar toalhas.

domingo, 6 de abril de 2014

Outros Cerros

Argumento: Século XV, D. Afonso, velho fidalgo ciumento, ordena que todos se afastem quando a mulher, D. Leonor, vai à igreja orar à virgem das Mercês, Um dia, é vista por outro nobre, D. Rui, que fica deslumbrado com a sua beleza. D. Afonso manda retirar a esposa para a quinta do Cabril, e decide ele próprio, apunhalar o rival à noite. Porém, o corpo desaparece misteriosamente.
Intérpretes: Artur Semedo - D. Rui de Cardena; Alves da Costa - D. Afonso de Lara; Helga Liné - D. Leonor; Raul de Carvalho - Gonçalo; Brunilde Júdice - Mécia; José Victor - Padre Lúcio; Carlos Wallenstein - Intendente; José Viana - Brás e ainda: Jaime Santos; Lucília Maio; Isa Olguim; Pereira Saraiva 
Realização: Fernando Garcia.
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Adaptação do popular conto de Eça de Queirós “O Defunto”, este filme realizado em 1954 por Fernando Garcia, além de ter um enredo interessante e que constitui  uma incursão invulgar no território do fantástico, foi muito mal recebido pelo público – foi pateado - diz Bénard da Costa – “A estreia dessa imposta e caríssima reconstituição de uma história ambientada no séc. XV, pode considerar-se uma data no nosso cinema, de tal modo a reacção do público foi hostil a tanta pompa e circunstância. Apesar da campanha crítica mais ou menos oficial e mais ou menos oficiosa de quantos, no interior do regime, haviam acariciado o projecto, o filme esteve apenas duas semanas em cartaz e foi quase diariamente pateado. Os tempos tinham de facto mudado e os sinos começavam a dobrar por obras que já ninguém queria ver e com quem já quase ninguém queria pactuar.” [Bénard da Costa; 1991: 105]

sábado, 5 de abril de 2014

Saturday night freedom


No anúncio da revista ou na obra de arte
Na foto do jornal ou na letra do encarte
Suíte do motel, sala do 'apart'
No meio, bem no meio o calor que invade

A libido está em toda
A libido está em tudo
A libido está em toda parte
A libido está em toda parte


Nas cabeças de Platão, Maquiavel e Descartes
No azul da atmosfera ou vermelho de Marte
Na porta do seu corpo ou porta-estandarte
No topo de um vulcão ou fulminando de enfarte

A libido está em toda
. . .

No mundo virtual ou na realidade
No 'hall' do elevador, na mão do biscate
No gesto do plebeu ou da majestade
Em quem chega cedo ou em quem já vai tarde

A libido está em toda
. . .


Pulsando na pureza ou na crueldade
Na ânsia do desejo ou na rivalidade
Às vezes até finge só amizade
Mas move o mundo inteiro sem dó nem piedade

A libido está em toda
. . .

No anúncio da revista, obra de arte
Foto do jornal, letra do encarte
Suíte do motel, a sala do 'apart'
No meio, bem no meio, que invade
Cabeças de Platão, Descartes
Azul da atmosfera, e de Marte
Na porta do seu corpo, estandarte
No topo de um vulcão, um enfarte

A libido está em toda
. . .