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segunda-feira, 3 de julho de 2017

Frescuras de Julho

Na Galeria Nacional de Arte em Dublin, um casal estava observando um quadro que lhes era completamente confuso.

A pintura retratava três homens negros totalmente nus, sentados num banco. Duas das figuras tinham o pénis preto, mas o do meio tinha-o rosa.
O responsável da galeria percebendo que eles estavam a ter problemas para interpretar a pintura, ofereceu-se para ajudar com a sua experiência.
Durante mais de meia hora, descreveu a masculinização sexual de afro-americanos numa sociedade patriarcal predominantemente branca.
"Na verdade" -  ressaltou ele - "alguns críticos sérios acreditam que o pénis rosa também reflecte a opressão cultural e sociológica experimentada por homens homossexuais na sociedade contemporânea ".

Após o responsável se afastar, um irlandês aproximou-se do casal e disse:
"Gostariam de saber o que o quadro realmente representa?"

"Essa agora, porque é que você tem a pretensão de ser mais entendido do que o responsável da galeria?" - perguntou o casal.
"Porque eu sou o artista que pintou o quadro" - respondeu ele -  "Na verdade, não há afro-americanos representados na pintura.Eles são apenas três mineiros de carvão irlandeses.
O tipo do meio foi almoçar a casa!"

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Poema sem alho porro





Na noite de S. João

em casa é que eu não fico.

Gosto de sardinha no pão,

e um afago no majerico.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Às armas e aos varões assinalados


Então é assim:
"A chefe de um gabinete de uma das secções do DIAP no Campus da Justiça, em Lisboa, publicou no Facebook um vídeo em que improvisa uma dança no varão com várias colegas no local de trabalho.
A história é contada na última edição da revista "Nova Gente". As imagens mostram a chefe do gabinete do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) e outas colegas a improvisarem uma dança no varão, em ambiente de grande descontração." 
Vergonha, disseram uns! Desrespeito pela Justiça e regras da Ordem dos Oficiais de Justiça, alegaram outros! 
Eu (já que ninguém me pergunta) sempre defendi, participativamente, que este tipo de pequenos episódios pr'alegria no trabalho só favorecem a produtividade.
Neste caso, porém, a dança mais apropriada talvez fosse o Kizomba, porque, culturalmente, seriam menores os riscos de sanções disciplinares...


sexta-feira, 29 de abril de 2016

A rata da Estrela

Fazia parte da santa paz doméstica. Por isso os donos de ZéJó, sempre depois do jantar, cumpriam o ritual diário de deixar o cão ir à rua. 
Mas naquela noite a volta iria ser maior. Café dos gatos? Ouvira na televisão. Como seria? 
A curiosidade levou-o à aventura.
Passeada a Calçada da Estrela, ei-lo à entrada do célebre Café da moda - frente a frente com uma bela gata siamesa que, repentinamente assanhada, saiu numa correria louca atrás de uma enorme rata negra que, ainda mais curiosa que ZéJó, arriscara espreitar o antro felino. 
Não conseguindo resistir aos instintos, ZéJó entrou naquele desafio.
Meia hora depois, em pleno jardim da Estrela, a siamesa cansou; desistiu da corrida e voltou para os amigos sem se aperceber que a rata jazia completamente estourada dali a pouco mais de um salto. 
Então, ZéJó, temendo o pior, farejou as sardinheiras uma a uma até encontrar a rata negra que, prostrada, arfava ruidosamente como que prenunciando o fim. 
Apesar de matreiro, o nosso cão acreditou na encenação à vista. Logo, nada mais lhe restando senão um último consolo amigo: beijou a rata. 



sexta-feira, 15 de abril de 2016

A anedota do Bloco (ou o Bloco de anedotas?)




Será que, por respeito ao "género", ACosta vai ser obrigado a alterar o menu dos pequenos almoços com a malta do BE e, em vez de uma bica e um queque, pedirá um bico e uma queca?

terça-feira, 22 de março de 2016

Prato da casa (ensaios)


O Verão jazia há muito.
Durante os últimos meses ela dançava graciosamente (como que em pontas) à sua volta, para que ele a visse, para ele que a sentisse, em agonia: para que tentassem colar os estilhaços a que se reduzira o seu amor, paixão ou lá o que fora...
Com toda a paciência do mundo, dançava (como que em pontas) para parecer mais bonita, insinuante; tocava-lhe no ombro, velava-lhe o sono, esperava libidinosamente o seu acordar.
Ele nunca a viu.
Até que um dia destes, ao afagar a testa, sentiu as melhoras (como que nas pontas) das dúvidas ali plantadas pelo aparecimento inesperado em casa na última noite de férias do Verão passado. 
Ganhou coragem, olhou para trás. Ela já lá não estava.
Desistira; sem ruído, sem desculpas ou justificações - que sempre soariam como pontas soltas.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Post sem(?) tino







No serviço de Urgências:



- Diz-me que tem diarreia. Viu se tinha vestígios de sangue ?



- Sei lá, enfermeira... eu costumo cagar sentado!!!

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

A máquina do 1º andar

Havia dias (e muitas noites) que a vizinhança se mostrava desconfortável com a situação.
O chão e a parede que estremeciam às vezes, com o que parecia ser brutalidade imprópria entre quatro paredes. Aqueles sons ritmados e cíclicos que duravam minutos e minutos sem parar. Havia até quem, meio escandalizado, comentasse: 
-Aquilo não é humano! Coitada da rapariga! O que ela deve sofrer!
Cruzavam-se com ela na escada e com aquele olhar meio consternado meio solidário arriscavam : 
-Nem sei como resiste! 
Ela meio envergonhada sorria e respondia :
-Desculpem o barulho, mas às vezes não resisto! Custa-me incomodar mas sabem que há necessidades das quais não consigo abdicar!
Sabiam-na em casa logo que voltava aquele reboliço sem hora, aquelas batidas na parede e no chão.
A vizinhança mais assanhada comentava em voz baixa:
-Aquilo deve ser cá uma máquina. É que não pára! Anda ali naquele ronhónhó, depois dá-lhe aquelas fúrias e volta ao mesmo e … não pára! Não há-de a moça andar cansada!
Um dia todo aquele frenesim, como que por milagre, parou. Cruzando-se com ela na escada arriscaram a pergunta :
-Não é fácil, pois não, ter uma coisa assim em casa? Precisava talvez de descansar!?
Ela, gentil respondeu:
-Oh! Que se há-de fazer! Foi bom enquanto durou! Agora, por uns dias, vai ter que ser à mão!
Que escândalo !
Afinal que se passara de tão dramático? Seria doença? Esgotamento? Então ela sentia a falta? E à mão? Isso não parecia correcto !
-Oh minha querida! Desculpe a pergunta mas … foi grave? Precisa de ajuda?
Por momentos vacilou mas acabou por suspirar : 
-Kaputt! Gripou o motor! Conhecem algum técnico de máquinas de roupa? É que o inverno está à porta e a centrifugação e secagem fazem tanto jeito…
                                                                                                             (Net - Autor desconhecido)

sábado, 7 de novembro de 2015